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Gêmeas siamesas seguem internadas em estado gravíssimo após cirurgia de separação no HMI, em Goiânia


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Uma das irmãs possui cardiopatia grave e deve ser operada, mas ainda não há prazo para a realização da operação. Unidas pelo tórax e abdômen, elas compartilhavam o fígado, que foi dividido.

s gêmeas siamesas separadas em Goiânia seguem internadas em estado gravíssimo segundo boletim divulgado na manhã desta sexta-feira (24) pelo Hospital Materno Infantil (HMI). Ambas estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e respiram com ajuda de aparelhos. A cirurgia de separação, que durou cerca de 4h30, foi feita em regime de urgência apenas um dia após o nascimento em virtude de uma delas possuir uma cardiopatia grave.

De acordo com a equipe médica o HMI, do ponto de vista técnico, a cirurgia foi concluída com “êxito”. Elas nasceram na manhã de quarta-feira (22) na 37ª semana de gestação, com 4,785 kg, unidas pelo tórax e abdômen. Ambas compartilhavam o fígado, que foi dividido na separação.

A irmã que possui o problema no coração deve ser operada, mas ainda não há previsão de quando o procedimento irá ocorrer. Os médicos avaliam as 48 horas após a separação como cruciais para verificar a recuperação de ambas. Somente após isso, poderá ser possível falar em prazos.

A cirurgia de separação foi realizada na manhã de quinta-feira (23), começando às 9h30. A criança cardiopata deixou a sala de cirurgia às 13h20. Quarenta minutos depois, a irmã também saiu. A mãe das meninas, Viviane de Menezes dos Santos, de 30 anos, saiu de Salvador (BA) com o marido para realizar o parto em Goiânia. Ela está internada Clínica de Ginecologia e Obstetrícia do HMI e seu quadro de saúde é considerado bom.

Segundo o hospital, não há previsão de alta tanto para a mãe, quanto para as recém-nascidas.

 Hospital Materno Infantil é considerado referência na separação de siameses (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Hospital Materno Infantil é considerado referência na separação de siameses (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Referência

O HMI é considerada unidade de referência no parto de siameses. É o único hospital do Sistema Único de Saúde (SUS) habilitado para realizar cirurgias de separação. Já foram registrados 38 casos, com 18 separações, contando a que está sendo realizada.

O último parto de siameses havia ocorrido em 23 de maio deste ano. Uma empregada doméstica do Tocantins deu à luz a duas meninas unidas pela cabeça, tórax e parte do abdômen. As bebês morreram duas horas depois.

O primeiro caso de separação de siamesas ocorreu em 2000. Larissa e a irmã Lorrayne nasceram em setembro de 1999 em Goiânia. As gêmeas eram unidas pelo abdômen e pela pelve, compartilhando rins, estômago, bexiga, intestino grosso, uretra, vagina e ânus. Elas foram separadas aos 10 meses de vida.

Veja outras notícias da região no G1 Goiás.

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