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Focos de calor aumentam 51% em Mato Grosso em relação ao ano passado


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De janeiro ao dia 7 agosto deste ano, Mato Grosso registrou 9.879 focos de calor. Isso significa um aumento de 51% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 6.529 focos, conforme consulta no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com a persistência do ar seco e a diminuição dos volumes de chuva, o número de incêndios e queimadas de origem antrópica aumenta consideravelmente.

A detecção sistemática de focos de calor realizada pelo INPE é pioneira e a mais completa desenvolvida no mundo. No Estado, o município de Feliz Natal lidera o ranking com 474 focos. Em seguida vem Nova Ubiratã (402), Paranatinga (384) e Tangará da Serra (373). Os focos de calor em Cuiabá representam apenas 0,3% do total, ou seja, 33 registros.

Mato Grosso lidera entre os estados com maior número de focos. Na sequência segue o estado do Tocantins com 4.660 focos e Roraima com 4.606. Vale lembrar que o período proibitivo começou no dia 15 de julho e deve seguir até o dia 15 de setembro, podendo ser prorrogado.  

A relação foco x queimada não é direta nas imagens de satélite. Um foco indica a existência de fogo em um elemento de resolução da imagem (píxel), que varia de 1 km x 1 km até 5 km x 4 km. Neste píxel pode haver uma ou várias queimadas distintas que a indicação será de um único foco. E se uma queimada for muito extensa, ela será detectada em alguns píxeis vizinhos, ou seja, vários focos estarão associados a uma única grande queimada. 

Para emergências com incêndios a orientação é ligar para o número 193, lá a triagem vai avaliar as características do incêndio e mobilizar a brigada mista ou uma guarnição convencional. 

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