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Fiocruz vai fazer entrega final de documentos para registro da vacina de Oxford até 15 de janeiro


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Afirmação foi feita pela presidente da fundação, Nísia Trindade, na manhã desta quarta-feira (30). Previsão é que primeiro 1 milhão de doses seja entregue entre 8 e 12 de fevereiro.

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, afirmou na manhã desta quarta-feira (30) que a entrega final de documentos para registro da vacina de Oxford no Brasil deve ser feita até 15 de janeiro.

“O nosso registro já está sendo submetido com a perspectiva de entrega final de documentos até a data de meados de janeiro, de 15 de janeiro”, disse a presidente.

A previsão é que o primeiro 1 milhão de doses seja entregue entre 8 e 12 de fevereiro.

Ainda não há data definida para início da campanha, mas a expectativa do ministério é começar entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro, se os fabricantes das vacinas obtiverem aval da Anvisa a tempo.

A afirmação foi feita durante cerimônia de entrega de R$ 20 milhões da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) à Fiocruz para combate à Covid-19.

Nísia afirmou que o dia é histórico pela aprovação do uso da vacina contra a Covid-19 desenvolvida por Oxford e AstraZeneca.

A vacina de Oxford é uma das quatro testadas no Brasil – que tem um contrato de compra e de transferência de tecnologia do imunizante. A vacina será produzida em solo brasileiro pela Fiocruz, mas ainda precisa de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“É um dia histórico, pois é mais um elemento de esperança diante de uma situação de grande sofrimento. Uma esperança que vem da ciência e vem de uma visão de saúde pública. Porque a vacina não é só eficaz, mas adequada para países de população do tamanho do nosso, com as suas diferenças regionais e sociais. É uma vacina adequada para o nosso Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse a presidente da Fiocruz.

Uso emergencial

A presidente não determinou se, com a aprovação do uso em território britânico, pretende pedir à Anvisa a utilização de uso emergencial da vacina.

“Nós estamos analisando todas estas situações, mas isso ainda não está definido porque depende de ter as doses de vacina para fazer sentido. Estamos muito avançados no processo de registro. Já entregamos muitos dados da pesquisa clínica, da fábrica que já foi aprovada com boas práticas, de parte das linhas que vão ser desenvolvidas aqui”.

Plano nacional

A presidente da Fiocruz explicou de que maneira a vacina será utilizada.

“O plano nacional de vacinação do Ministério da Saúde prevê usar o imunizante nas três primeiras fases, que atenderão 49,6 milhões de pessoas de grupos prioritários, como trabalhadores de saúde, idosos e indígenas”.

Método

Nísia também citou o método utilizado pelos cientistas britânicos para a aprovação da vacina.

“O Reino Unido fez o registro considerando um intervalo de 12 semanas, ou seja, de três meses. E isso também é muito importante, porque é uma decisão de saúde pública. Nós poderemos vacinar mais pessoas, como fará o Reino Unido – mas essa decisão cabe ao Programa Nacional de Imunizações”.

Adequação ao SUS

A presidente também mencionou as similaridades entre os sistemas públicos de saúde do Brasil e do Reino Unido.

“É uma vacina que também começa em um sistema público, tradicional, o sistema inglês. E aqui no Brasil é muito adequada para o SUS pela sua conservação, pelo seu custo e por ter sustentabilidade.”

Repasse

A Alerj oficializou na manhã desta quarta a doação de R$ 10 milhões para a Fiocruz em uma cerimônia na sede da instituição, em Manguinhos, na Zona Norte do Rio.

O objetivo do repasse é apoiar a instituição nas ações de enfrentamento do coronavírus, principalmente nas comunidades do estado do Rio de Janeiro.

G1