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FIMCA: Após fazer ENEM pela 5ª vez, idoso de 64 anos ganha bolsa integral no Centro Universitário Aparício Carvalho


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Uma semana depois de fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, João Isaac, de 64 anos, ganhou uma bolsa de estudos para ingressar no Centro Universitário Aparício Carvalho (FIMCA). Ele sonhava cursar engenharia civil. A edição do Enem deste ano foi a quinta tentativa de João para ingressar em uma universidade. Com a bolsa, ele vai fazer a primeira faculdade aos 64 anos. Maurício Carvalho, diretor de expansão do Centro Universitário tomou conhecimento da história de perseverança de João e lhe ofereceu uma bolsa de 100% para cursar o Engenharia Civil.

O desejo de cursar engenharia civil, conta Isaac, surgiu após acompanhar a trajetória do filho, Clebson Vasconcelos, na faculdade de arquitetura e urbanismo. “Agora vou ficar ainda mais próximo do meu filho. A construção civil me fascina e vou poder trabalhar ao lado dele nos projetos”.

‘Quem acredita sempre alcança’

O primeiro contato de João Isaac com a faculdade foi ao lado dos filhos Clebson Vasconcelos e Gracilene Vasconcelos.

“Mesmo tendo feito faculdade e hoje sendo professor, acompanhar meu pai pelos corredores da faculdade é algo extraordinário. A gente se emociona com ele”, diz Clebson. Para Gracilene o pai é uma inspiração. “Ele nunca deixou de sonhar. Mesmo quando muitas das vezes a gente, da família, deixamos de acreditar, ele permaneceu firme e agora todos nós estamos vendo que quem acredita sempre alcança”.

Tour pela faculdade

Antes de fazer a matrícula no curso de engenharia civil, o reitor da instituição, Dr. Aparício Carvalho levou João Isaac para conhecer as salas, laboratórios e professores do local.

“Nossa, é incrível o cheiro das salas de aula. Já consigo me imaginar estudando aqui. Eu não vou querer sair mais daqui. Vou fazer o meu melhor”, diz João Isaac.

De acordo com o reitor Dr. Aparício Carvalho, a procura de pessoas da terceira idade para ingressar na faculdade ainda é pequena.”Não temos números exatos, mas não há uma procura significativa”, contou em entrevista ao G1 Rondônia, que acompanhou seu João no Centro Universitário.

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