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Emenda de Jayme e Emanuelzinho destina R$ 790 milhões para o VLT


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O senador Jayme Campos (DEM), que assina juntamente com o deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB/MT) entre outros parlamentares federais, emenda no Plano Plurianual 2020/2024, no valor de R$ 790 milhões para conclusão do Veiculo Leve Sobre Trilho – VLT, voltou a cobrar dos Governos Federal e de Mato Grosso uma solução para o impasse.

De posse de estudos técnicos apresentados no Seminário Folha de São Paulo, sobre mobilidade e inovação, Jayme Campos sinalizou que os mesmos demonstram que o custo socioeconômico da “imobilidade” urbana no Brasil, (o que atinge ao aglomerado Cuiabá/Várzea Grande, as duas principais cidades de Mato Grosso), cresceu 7% em um ano e se aproxima de meio trilhão de reais.

“Só o tempo em que as pessoas gastam no deslocamento entre casa-trabalho-casa resulta em um prejuízo de mais de R$ 111 bilhões, recursos mais do que suficientes para iniciar as transformações necessárias em termos de mobilidade urbana”, disse Jayme. 

Ele disse ainda que irá solicitar os estudos apresentados pela ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos que demonstram que o gasto com transporte já pesa mais no bolso das famílias brasileiras do que as despesas com alimentação. Não é só: no Brasil, crescem também as perdas globais com falta de planejamento urbano, ausência de políticas públicas adequadas e horas perdidas nos deslocamentos.

Lendo trecho da reportagem, Jayme Campos explicou que o relatório aponta que o custo sócio econômico da mobilidade urbana foi estimado em R$ 483,3 bilhões anuais, um valor 7% maior se comparado com o ano anterior.

“Estes dados são de 2016, então, tenho certeza de que estes valores já são maiores, pressionados por aumento de passagens de transportes coletivos e falta de investimentos”, disse o senador por Mato Grosso lembrando que a situação é tão critica que no ano de 2020, o Governo Federal prevê investimentos de R$ 19 bilhões, ou seja, nada comparado com a necessidade.

“Por isso defendo a retomada das obras do VLT. Disse isto ao governador Mauro Mendes durante a entrega de mais uma obra deixada pela gestão anterior e concluída agora que foi a duplicação de trecho da Rodovia que demanda Cuiabá, Acorizal, Rosário Oeste, Nobres e todo o Norte de Mato Grosso e do Brasil, pois obra parada é prejuízo dobrado. Compreendo que existem outras prioridades imediatas, mas precisamos destravar. Ou retomamos o VLT ou partimos para outro modal, o que não pode ficar é Cuiabá e Várzea Grande, além de sua população padecendo com um transporte coletivo ineficiente e oneroso para as famílias de trabalhadores”, disse o senador. 

Ele ainda se reuniu com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto que comanda a Comissão Técnica que ficou de apresentar um estudo sobre a retomada do VLT no primeiro trimestre de 2020.

Ainda em cima do relatório da ANTP, Jayme Campos sinalizou que o calculo apresentado considerou as informações de 533 cidades com mais de 60 mil habitantes, (o que envolve Cuiabá e Várzea Grande que juntas tem 1 milhão de habitantes e são vizinhas), nas quais vivem 133,5 milhões de pessoas (65% da população) e por onde circulam 39 milhões de veículos.

“Fora tudo isto, a opção feita por investimentos que previam o transporte individual temos que levar em consideração os levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE do quanto a imobilidade urbana pesa, já que na pesquisa de orçamentos familiares 2017-2018, pela primeira vez as despesas dos brasileiros com transporte superaram os gastos com alimentação: deu 18,1% a 17,5%. Na série histórica, a lógica sempre foi outra, Em 2002-2003, por exemplo, alimentação consumiu 20,8% do orçamento, e transporte levou 18,4%”, disse o senador novamente se baseando na matéria publicada pela Folha de São Paulo com base em estudos da ANTP.

Jayme ainda ponderou que 18,1% de gastos com transportes é a media do Brasil e quando se trás o estudo para o Centro Oeste, no qual está Mato Grosso, este percentual sobe para 21%, maior que todas as demais regiões do Brasil, Sul com 20,6%; Sudeste com 17,5%; Norte com 16,6% e Nordeste com 16,2%. “Estes gastos da população refletem que temos que voltar a investir em transporte coletivo de qualidade e de forma urgente, seja com recursos públicos, seja com a parceria da iniciativa privada, sob pena de termos um estrangulamento no transporte e no orçamento das famílias.

“Se levarmos em consideração uma família média de Cuiabá e Várzea Grande, com quatro pessoas, pagando duas passagens (R$ 4,10 valor da passagem) por dia para trabalhar, estudar ou para outros afazeres, durante 26 dias, tirando apenas os domingos, teremos um gasto absurdo de R$ 852,80 mensais, quase a totalidade de um salário mínimo que é de R$ 998,00”, ponderou Jayme Campos sinalizando novamente que este é um exemplo que necessita levar em consideração o fato da maioria dos trabalhadores terem vale-transporte, estudantes contarem com o transporte escolar ou com vale-transporte entre outras vantagens, mesmo assim os valores são pesados e decorrem da falta de opção e de investimentos em mobilidade urbana, o que encarece os custos.

Finalizando, o senador Jayme Campos disse que além de custar mais e beneficiar uma parcela menor da população, o transporte individual consome quase o dobro de energia e polui duas vezes mais, multiplicando o prejuízo econômico e social pelo tempo que a população joga fora nos deslocamentos entre casa e o trabalho.

“Em 37 regiões metropolitanas de 20 Estados e no Distrito Federal, 17,6 milhões de pessoas levam, em média, 114 minutos para fazer o trajeto casa-trabalho-casa. Este tempo de deslocamento dos trabalhadores, causa prejuízos de R$ 111 bilhões/ano, por isso defendo a retomada do VLT ou uma outra solução plausível que atenda a demanda daqueles que necessitam do transporte coletivo, sem comprometer as finanças públicas de Mato Grosso que agora estão sendo recuperadas graças ao esforço do governador Mauro Mendes e sua equipe de trabalho”.

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