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Cuiabá-MT

Emanuel Pinheiro descarta lei seca e diz que não adianta usar lockdown para ‘salvar a pátria’


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Lockdown, pelo menos por enquanto, não é a solução apontada pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) como saída para o problema do aumento dos casos de coronavírus em Cuiabá/MT. Mesmo com a escalada de internações em UTIs, o prefeito sustenta que o fechamento total da cidade não seria a melhor solução para o momento, assim como não vê necessidade de proibir a venda de bebidas alcoólicas, a exemplo do que municípios do interior fizeram na ultima semana.

Emanuel sustenta que tem medido cada passo a ser adotado com levantamentos diários e dados científicos. A comissão que acompanha a evolução da pandemia na cidade detectou que a maior taxa de transmissão do vírus se dá em momentos de lazer, e não em ambiente de trabalho. Logo, um fechamento total de todas as empresas não essenciais provocaria mais problemas econômicos do que benefícios sanitários, avalia.

Nessa equação sobre decretar ou não de lockdown, o prefeito ainda coloca como fator relevante o fato de Cuiabá absorver uma grande demanda de pacientes do interior. Então, segundo ele, mesmo que feche tudo, a capital continuará a ver cada vez mais seus leitos ocupados por pacientes de outras cidades.

“Cuiabá desde o começo fez a lição de casa. E deu resultado. Achatamos a curva e até hoje estamos abaixo da média nacional. Achatamos a curva e preparamos o sistema. A população foi avisada, a população sabe o que é a covid-19. Entretanto deveria ter sido uma ação mais conjunta [com outras cidades]. Cuiabá sempre foi o alicerce do estado, ainda mais porque investimos em saúde”, explica.

Para Emanuel, o fechamento total da cidade é uma medida extrema a ser tomada em último caso.  “Buscar o lockdown agora como salvador da pátria não vai adiantar. Faço tudo por Cuiabá. Se precisar fazer o lockdown, farei”, explicou. O problema, segundo ele, é tomar a medida na hora errada, sem que municípios do interior façam sua parte, e deixar a capital parada e recebendo gente de fora, com os números de internações aumentando. “Como tradicionalmente o sistema é falho, o pessoal vem pra capital”.

Antecipar toque de recolher

Com base nos dados de que a maior parte das infecções acontecem em momentos de lazer, o prefeito estuda antecipar o início do toque de recolher implementado nas noites cuiabanas e endurecer mais alguns pontos específicos, além de manter suspensas as atividades que ainda não voltaram à normalidade. Entretanto, não pensa em proibir a venda de bebidas alcoólicas.

“Esse é o novo normal. É o período de convivência com o vírus. As pessoas precisam trabalhar para ganhar o sustento e comprar os insumos para combater a covid. Antes do lockdown existem medidas duras que podem segurar a propagação do vírus e precisamos fazer isso com Várzea Grande”.

(OLHAR DIRETO)