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Mato Grosso

Em MT, Onyx diz que queimadas são usadas para “barreira comercial”

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O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta segunda-feira (28) que os países da Europa usam as queimadas sem controle na região do Pantanal, em Mato Grosso, para criar uma barreira comercial e prejudicar o desempenho brasileiro no mercado internacional.

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A afirmação foi feita durante coletiva no Palácio Paiaguás, após assinatura de adesão do Governo do Estado ao programa do Governo Federal de aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar, com dispensa de licitação e que serão destinados às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

“Até o início dos anos 2000, a maior barreira comercial do mundo chamava-se aftosa. Para exportar um quilo de soja tinha que provar que não tinha aftosa naquela propriedade. Foi usada uma doença como barreira comercial com décadas no mundo”, criticou o ministro.

“Como nós controlamos a doença no Brasil e na América Latina, o que acontece? Trocam de barreira. E qual a barreira hoje? É a mentira sobre o meio ambiente, é a mentira sobre a floresta. Lamentavelmente, isso é utilizado de maneira muito agressiva por competidores internacionais”, acrescentou.

Quando a gente reverbera o que o presidente da França, o rei da Noruega ou a ONG holandesa diz, nós estamos prejudicando nosso país

Segundo Lorenzoni, o Governo Federal atua de forma “eficaz e eficiente” na preservação ambiental no país e os concorrentes internacionais usam de mentiras para redirecionar os compradores.

“Eles dizem: ‘Olha, se veio do Brasil, não coma, não consuma’. E isso faz com que haja um redirecionamento do comprador. Esse é o jogo, tem que ser claro sobre isso”, afirmou.

Crítica à imprensa

O ministro ainda criticou a atuação da imprensa por ecoar o que dizem os governos da Europa e ONGs internacionais, destacando que o Brasil tem a maior cobertura vegetal e florestal do mundo e que a produção de Mato Grosso, comparada com competidores internacionais, é a que usa o menor volume de substâncias químicas.

“Quando a gente reverbera o que o presidente da França, o rei da Noruega ou a ONG holandesa diz, nós estamos prejudicando nosso país. Temos o boi mais verde do mundo, completamente ecológico, diferente do que tem fora daqui. E é curioso que boa parte da imprensa brasileira reverbera por questões ideológicas a opinião da Europa que tem um único objetivo”, completou.

Midia News