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Em impasse com a Sejucel, Federon diz que não participará do Flor do Maracujá 2019, em RO

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A Federação de Quadrilhas, Bois Bumbá e Grupos Folclóricos do Estado de Rondônia (Federon) anunciou na última quinta-feira (30) que ficará de fora da próxima edição do Arraial Flor do Maracujá, em Porto Velho. A decisão acontece após um impasse entre a federação e a Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel).

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Segundo a nota, o superintendente da Sejucel, Jobson Bandeira, acusa a Federon de “fazer mal uso do dinheiro arrecadado com o aluguel de barracos e de direitos de comercialização de produtos por ambulantes durante os festejos”.

A federação, no entanto, contestou o posicionamento do superintendente e afirmou na nota que as contas da Federon são apresentadas anualmente durante reuniões com os organizadores do evento.

Em um novo capítulo do impasse, a Sejucel anunciou que realizará no próximo domingo (2) o lançamento da 38ª edição do Flor Maracujá, no shopping da capital o que, segundo a Federon, interrompeu os procedimentos de conciliação entre as partes.

Ainda, segundo a federação, a Sejucel teria oferecido vantagens aos grupos folclóricos que se desvincularem da Federon e optassem por se apresentarem no evento do dia 2 de junho, em troca de financiamento de empresas privadas.

Diante disso, a federação afirma que poderá sair de todo o processo de preparação do Arraial Flor do Maracujá 2019 e, consequentemente isso leva a saída das quadrilhas juninas e bois-bumbá tradicionais do evento.

A Federon encerra a nota afirmando que apresentará, em agosto desse ano, o seu próprio arraial com os grupos folclóricos que integram a federação.

Apresentações de quadrilhas e bois-bumbás no Flor do Maracujá — Foto: Toni Francis/Arquivo/G1

Apresentações de quadrilhas e bois-bumbás no Flor do Maracujá — Foto: Toni Francis/Arquivo/G1

Diante da possibilidade do arraial mais tradicional do estado ficar sem suas principais atrações, a Sejucel informou que está buscando patrocínio para convidar grupos de fora do estado.

“Estamos buscando patrocínio. Hoje temos R$ 40 mil e perspectiva de outros patrocinadores que vão entrar com a gente. Mas não temos uma certeza do valor ainda. Estamos convidando pessoas de fora, como a festa pomerana, boi-bumbás, através de uma verba parlamentar. Haverá chamamento público e temos certeza que entraremos em consenso com os grupos que já estão prontos”, afirma Joboson Bandeira em entrevista à Rede Amazônica.

A Sejucel afirma, ainda, que todos os custos para a realização da 38ª edição do Flor do Maracujá já estão pagos, entre eles a montagem do palco, som, iluminação, arquibancadas, taxas estaduais e segurança.

Sobre as afirmações de que a Federon estaria fazendo mal uso de dinheiro arrecado no evento, o superintendente diz que a Sejucel está trabalhando conforme as determinações de órgãos fiscalizadores.

“Eram feitos alguns procedimentos contrários ao que as entidades fiscalizadoras definem como forma de trabalho. Tem vídeo mostrando que eles [da Federon] cobravam R$ 2.900 de uma barraca. Só que o barraqueiro é um empresário que quer ganhar o dinheiro e, se é cobrado uma taxa que está fora das normas, ele vai repassar esse valor em cima do produto e quem vai sofrer isso é a população”, explica o superintendente.

Para garantir que os atuais grupos folclóricos da Federon não percam o suporte financeiro comumente arrecadado todos os anos, a Sejucel afirmou que está buscando parcerias com empresas e, assim, repassar a verba do patrocínio aos grupos já confirmados para a edição desse ano.

Ao G1, a Sejucel também informou que está impedida legalmente de repassar os valores de alugueis de ambulantes à Federon, devido a uma recomendação do Ministério Público de Rondônia (MP-RO) ao Governo do Estado.

Uma reunião entre a Sejucel e a Federon está marcada para acontecer no dia 10 de junho com o MP-RO.

A 38ª edição do Arraial Flor do Maracujá está prevista para ter início no dia 28 de junho com término no dia 7 de julho.

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