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Porto Velho

Em 2020, ferroviários esperam por novo sentido ao turismo da Madeira Mamoré

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Porto Velho, RONDÔNIA – A ida da cúpula dos ferroviários ao SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa) para buscar capacitação profissional para melhor atender turistas à Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) está sendo classificada como da maior importância para fortalecer o conjunto de atrações previstas para este ano pela categoria.

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Segundo o consultor João Roberto, 48, ‘o retorno da centenária Litorina aos passeios à Vila Candelária, trata-se do resultado de uma luta intensa dos dirigentes José Bispo, George Telles e equipe, que souberam não silenciar diante do pouco valor dado ao principal patrimônio dos porto-velhenses, a Estrada de Ferro Madeira Mamoré, cantada e decantada em todo o mundo, conhecida como a Ferrovia do Diabo’.

A categoria esteve com o Superintendente do órgão, Daniel Pereira, e dele recebeu a garantia de os ferroviários serem inseridos em uma das futuras grades voltadas à capacitação para guia turístico voltada ao âmbito ferroviário, a exemplo do que já acontece com trabalhadores ferroviários sulistas e sudesinos que já atuam no ramo de trens turísticos.

José Bispo e George Telles, respectivamente, Presidente e Vice da Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (ASFEMAM), romperam o silêncio que havia na modalidade durante mais de cinco décadas quanto ao retorno, na inicial, do retorno dos passeios da Litorina ou mesmo da reconstrução de parte da malha férrea no trecho Porto Velho a Vila Candelária.

O SITE NEWSRONDÔNIA sempre esteve à frente dos acontecimentos inerentes à reconstrução da Estrada de Ferro, da revitalização do Complexo Ferroviário e das lutas por uma melhor reflexão sobre a ascensão do patrimônio histórico, cultural e artístico local. Atualmente, quanto ao processo de inserção dos ferroviários em cursos de formação pelo SEBRAE, vê com bons olhos essa medida adotada por eles.

Além da busca por um maior conhecimento da modalidade turística ferroviária junto ao Poder Público Estadual e Federal, os trabalhadores ferroviários no longo contato com a Reportagem de o NEWSRONDÔNIA, há muito deixaram patente que faltava apoio e vontade política para que, nessa inicial de sucessos, ao menos os passeios da Litorina fossem retomados, seguidos da reconstrução dos dormentes e manutenção dos trilhos.

– O turismo ferroviário, antes mesmo de alguns gestores copilarem nossos projetos, sempre foi para nós uma modalidade emergente no cenário do turismo brasileiro e amazônico, afirmava, em 2018, George Telles, O Carioca, em Brasília, à Reportagem à entrada do Congresso Nacional.

Segundo parte dos dirigentes, à época, ‘o objetivo é compreender as diversas facetas a serem dadas aos projetos turísticos estaduais e federais daqui pra frente e deles se retirar o boom para que a cultura e as tradições ferroviárias não sofram revezes com uma descaracterização dos projetos originais defendidos pela Associação, até aqui’.

Na Amazônia Ocidental Brasileira, a Mamadeira Mamoré não encontra rival no quesito turismo ferroviário e poderá, a curto e a médio prazos, caso os trechos em recuperação sejam concluídos, se tornar a principal atração turística da Capital Porto Velho, admitiu, nesta sexta-feira, 17, a acadêmica Francisca Souza da Silva, 58. 

 

Ela disse que o retorno dos passeios da Litorina, a partir da Estação local até a Vila Candelária, ‘a tendência é aumentar o número de visitantes e turistas na Capital’, vez que o turismo ferroviário vem emergindo em outras regiões do País e, em Porto Velho, não seria diferente’. Por isso, fez apelo às autoridades que deixem os discursos de lado e apóiem a entidade representativa dos ferroviários na execução dos seus projetos.

XICO NERY