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Mato Grosso

Dono de fazenda é multado em R$ 2,9 milhões por desmatamento e queimada no Pantanal em MT


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O proprietário de uma fazenda foi multado em R$ 2,98 milhões por crime ambiental na propriedade em Barão de Melgaço, a 121 km de Cuiabá, no Pantanal mato-grossense. A informação foi divulgada nessa segunda-feira (6) pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

De acordo com a Sema, o proprietário foi autuado em flagrante por desmatamento e queimada ilegal de 43,5 hectares. Imagens de satélite apontaram mais 532 hectares de área desmatada ilegalmente em anos anteriores.

Na operação também foram apreendidos dois tratores. O procedimento foi encaminhado à Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema).

A infração foi descoberta por meio de denúncia na Operação Permanente Pantanal, realizada pela Coordenadoria de Fiscalização de Flora (CFFL).

Na operação também foram apreendidos dois tratores (Foto: Sema-MT/Assessoria)

Na operação também foram apreendidos dois tratores (Foto: Sema-MT/Assessoria)

A ação é feita para identificar e autuar desmates ainda em andamento no Pantanal. A ação foi realizada em conjunto com o Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros (BEA), no dia 20 de julho, tendo em vista o período proibitivo de queimadas em Mato Grosso, de 15 de julho a 15 de setembro de 2018.

Os servidores encontraram madeiras ainda em processo de queima. A equipe de fiscais da Sema e do Corpo de Bombeiros constataram desmatamento recente em vegetação nativa dentro de uma área de preservação na Planície da Bacia do Alto Paraguai.

Fiscais encontraram desmatamento e queimada em propriedade em Barão de Melgaço, a 121 km de Cuiabá, no Pantanal mato-grossense (Foto: Sema-MT/Assessoria)

Fiscais encontraram desmatamento e queimada em propriedade em Barão de Melgaço, a 121 km de Cuiabá, no Pantanal mato-grossense (Foto: Sema-MT/Assessoria)

O dono da fazenda alegou que tinha cadastro no Sistema de Declaração de Limpeza de Área (DLA), porém, não foi constatada a existência de qualquer declaração.

Além disso, as imagens de satélites e dados de campo demonstram que as áreas desmatadas não atendiam os procedimentos para realização de limpeza de áreas em imóveis rurais localizados no estado de Mato Grosso.