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Agronegócios

Dia Mundial do Leite: O Brasil tem muitos motivos para comemorar


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O rebanho leiteiro do Brasil é o segundo maior do mundo, e o leite está entre os seis primeiros produtos mais importantes da agropecuária do país

No dia 1º de junho é comemorado o Dia Mundial do Leite. A data foi criada em 2001, pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU, da sigla em inglês), com o objetivo de incentivar o consumo de lácteos. A escolha de 1º de junho se deu porque já era o dia que diversos países, a maioria da União Europeia, comemoravam o Dia Nacional do Leite.

No Brasil, o leite está entre os seis primeiros produtos mais importantes da agropecuária, com produção em torno de 33,6 bilhões de litros anuais. O rebanho leiteiro brasileiro é o segundo maior do mundo, ficando atrás apenas do da Índia. São cerca de 70 milhões de animais utilizados na pecuária de leite, entre vacas, novilhas, bezerras e touros. O agronegócio do leite e seus derivados desempenham um papel relevante no suprimento de alimentos e na geração de emprego e renda para a população brasileira.

Minas Gerais é a principal bacia leiteira do país. Com produção em torno de 9 bilhões de litros por ano, o estado responde por 26% do volume nacional. Minas também se destaca na produção de queijos artesanais, que projetam o nome do estado e do país mundo afora.

É no estado mineiro que a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) realiza o projeto ‘Ater Leite’, beneficiando agricultores familiares, mulheres e jovens rurais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. O projeto é realizado em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e integra 1000 famílias de 46 municípios mineiros, com objetivo contribuir para a melhoria da qualidade de vida dessas famílias, através de ações que levam em consideração a capacidade operacional instalada, a realidade e o contexto regional.

O presidente da Anater, Ademar Silva Jr, destaca a importância da cadeia produtiva para a economia do país. “O setor leiteiro é um dos mais tradicionais do país, envolvendo todos os níveis de produção, desde o agricultor familiar até os grandes produtores, tem uma força expressiva na geração de empregos, e supera setores importantes para a economia nacional, como a construção civil e a indústria têxtil”, avalia.

Os números confirmam a análise do presidente. Em 1961, o Brasil produzia pouco mais de cinco bilhões de leite. Em 2015, atingiu 35 bilhões de litros, um aumento de sete vezes em pouco mais de cinco décadas. As exportações brasileiras aumentaram com a abertura de novos mercados, como a China e a Rússia, que são os maiores consumidores de produtos lácteos do mundo. O país faturou US $ 167,90 milhões em 2016 e só nos quatro primeiros meses deste ano a conta já está em US $ 44, 3 milhões.

Além disso, o setor é importante fonte de emprego e renda, contribuindo com 12,5% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), estimado em R$ 73 bilhões para 2020. Mais de um milhão de propriedades rurais no país exploram o leite. A geração direta de empregos (setor produtivo) supera a casa dos quatro milhões, fora outros elos da cadeia leiteira como logística, insumos, comércio, pesquisa, etc.

ALIMENTO

A importância do leite na alimentação é reconhecida desde os primórdios da humanidade. O filósofo da Grécia Antiga, Hipócrates, considerado o Pai da Medicina, afirmou que o leite “é um alimento muito próximo da perfeição”.

Rico em proteína e carboidrato, o leite é considerado o principal alimento fonte de cálcio para a nutrição humana. Para suprir as necessidades diárias de cálcio, a FAO/ONU recomenda consumir três porções de lácteos por dia ou 1000 mg. O ideal é ingerir um copo de 200 ml da bebida, uma fatia de queijo de 50 gramas e um iogurte.

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