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Desponta no horizonte uma nova liderança em Porto Velho


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Após uma campanha marcada por um alto nível de tensão, ataques e perseguição por parte do governo do estado, o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) foi reeleito neste domingo (29). O candidato atingiu 54,45% dos votos válidos. Assim começa a despontar no horizonte o que poderá vir a ser a grande liderança política de Porto Velho, um líder incontestável.

O grande líder de Porto Velho foi Chiquilito Erse. Depois dele muitos tentaram, mas nenhum conseguiu ocupar a enorme lacuna deixada na política da capital. Para evitar que Hildon Chaves possa assumir esse lugar se juntaram no palanque de Cristiane Lopes o governador Marcos Rocha, o deputado federal Léo Moraes, a família Cassol e parlamentares de menor expressão, com base eleitoral em Porto Velho.

Não é que Marcos Rocha, Léo Moraes, a família Cassol ou os demais parlamentares acreditem que Cristiane Lopes tenha mais condições de administrar Porto Velho. Trata-se de um jogo. É muito mais fácil manobrar as peças do xadrez político com Cristiane do que com Hildon. Deixar que o prefeito crescesse seria perder espaço perante o eleitor, por isso Cristiane Lopes teve tanta gente em seu palanque. E se ela fizesse uma péssima administração, melhor para o grupo que estava com ela. Ninguém perderia espaço.

A estratégia não adiantou. O governador Marcos Rocha deve ter entendido que seu peso político não chega nem perto do que ele imaginava. Léo Moraes demonstrou ter mais força do que o governador, em se tratando da capital. Quando o deputado federal começou a apoiar Cristiane Lopes no final do primeiro turno, ela cresceu, tirando Vinicius Miguel do páreo. Mas esse apoio não foi suficiente.

Léo Moraes pode ter dado um tiro no pé ao apoiar Cristiane Lopes. Mais conhecida agora, ela pode tentar de novo ser deputada federal, e pode tirar o lugar de Léo. É claro que Cristiane não terá mais votos do que ele, mas mesmo assim pode tirar a vaga dele. Perdendo votos para Cristiane Lopes, Léo Moraes pode não conseguir o suficiente para se reeleger.

Quem ganhou foi Mauro Nazif, que ficou neutro no segundo turno. Muita coisa do que aconteceu terá reflexos na eleição de 2022. Ou será que Marcos Rocha está achando que o povo vai esquecer que ele tirou de Porto Velho uma máquina pavimentadora de asfalto? Será a hora do troco.

– Quanto a vir a ser a grande liderança de Porto Velho, isso depende agora somente do próprio Hildon Chaves. O eleitor já lhe deu seu aval.

Por Edilson Neves