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Desemprego chega a 10% e economia não deve melhorar sem vacinação em massa


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Apesar de terminar o ano passado com desempenho melhor do que o esperado na economia, Mato Grosso sente os reflexos da crise pela pandemia da Covid-19 com mais intensidade em 2021 e o desemprego atinge quase 10% da população economicamente ativa. Alguns setores foram devastados, como é o caso de eventos e o de bares e restaurantes que teve mais de 14,8 mil estabelecimentos que não conseguiram mais trabalhar. A esperança é a vacinação em massa que tem avançado em passos lentos.

Foram mais de 6 meses de bares e restaurantes fechados e o setor chegou a ter baixa de 80%. A saída para muitos foi apelar ao delivery, mas nem todos conseguiram se adaptar. De acordo com a presidente da Abrasel, Lorenna Bezerra, o interior teve mais impacto com as entregas.

“É pequeno o número de quem faz delivery no interior e lá não tem os aplicativos. Fora que muitos aprenderam a trabalhar com entregas na pandemia. Ainda com os aplicativos na capital, existe uma demora até o cadastro ser concluído e depende ainda do consumidor ter vontade de consumir daquele estabelecimento específico”, explica.

Muitas empresa, por serem pequenas e familiares, não se adaptaram ao sistema delivery

Ela lembra que a maioria das empresas são de gestão familiar como espetinhos e hamburguerias que se viram diante de um novo baque com o último decreto estadual limitando o horário de atendimento para 19h. A medida foi revista e, nesta semana, o horário foi estendido para 20h45.

“Entendemos que as restrições são necessárias, mas é possível funcionar sem penalizar quem faz o correto. A Abrasel defende que quem negligencia a saúde tem que ser punido e ter alvará caçado”, pontua.

O comércio de rua também sofreu com os impactos da crise, mas estava se recuperando desde agosto do ano passado, quando o auxílio emergencial de R$ 600 fomentou a economia. Com o fim do benefício, o consumidor parou de aparecer e o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Nelson Soares se diz preocupado.

“Se não ocorrer a imunização, não vamos ter alívio. Tem uma semana do novo decreto, mas não são só os decretos que trazem reflexos, tem um aumento da inflação, preço de tudo subindo e não tem aumento de salário. A lógica é que as pessoas consomem menos e os próximos meses serão difíceis”, avalia.

Ele defende a necessidade de adotar medidas para diminuir o contágio, mas isso deve ser associado à vacinação, orientação das pessoas e policiamento. “Enquanto não mudar a curva da pandemia, não tem solução. Até porque não tem mais leitos em hospitais”, diz.

Até mesmo o agronegócio deve sentir o baque com as perdas na produção de soja devido ao excesso de chuvas. Mais de 3,5 milhões de toneladas do grão estão sendo dadas como perdidas o que diminui a geração de empregos sendo o setor responsável por grande parcela dos novos postos na indústria.

O presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira, vê muita incerteza econômica relacionada ao recrudescimento da pandemia e também vê na vacina a possibilidade de retomar algum nível de normalidade. “A diferença é que no ano passado nós tínhamos uma perspectiva irreal, mais existente, de que ou a vacina, ou a imunidade de rebanho, como previam os especialistas, traria a normalidade econômica. A verdade é que nenhum dos dois aconteceu, o ritmo de vacinação mundial ainda não nos permite enxergar um cenário onde, em 2021, nós já estejamos livres dos maiores efeitos econômicos, do aumento de número de casos e número de mortes no mundo inteiro”.

Rdnews

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