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Economia

Deputado Emanuel Pinheiro Neto vê decisão “infeliz” e cita perda para economia de MT


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O deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (PTB), disse lamentar o cancelamento do Festival 300 Anos, que seria realizado na Arena Pantanal no mês de abril, em alusão às comemorações do aniversário de Cuiabá.

Segundo ele, a decisão tomada pelo Governo do Estado – que atendeu a uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPE) – de vetar a realização do evento no estádio foi “infeliz”.

“Não posso dizer se houve algum tipo de retaliação por parte do governador. Penso que foi uma decisão infeliz, mas não posso dizer com propriedade qual foi a motivação”, disse Emanuelzinho.

Na recomendação feita ao Poder Executivo, o promotor Ezequiel Borges de Campos, da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, afirmou que o estádio não teria como receber o Festival por estar com o gramado em condições “deploráveis”.

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) chegou a afirmar que deu todas as garantias à Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), dando conta de que o Município já havia adotado todas as medidas necessárias para que o gramado fosse preservado.

Mesmo assim, o Executivo optou por não ceder o espaço para a realização do festival.

Ainda segundo o deputado Emanuelzinho, questões econômicas e que seriam favoráveis ao próprio Governo do Estado foram deixadas em segundo plano.

Segundo dados do Município, a realização do festival representaria a geração de aproximadamente 10 mil empregos diretos e indiretos e mais de R$ 4 milhões seriam injetados na economia.

“Esses eventos, como o Festival 300 anos, a Cavalhada em Poconé, por exemplo, movem a economia. Há muita gente simples ganhando um dinheiro nessas festividades e, consequentemente, aumenta a movimentação no comércio e aumenta a arrecadação do Estado”, afirmou o parlamentar.

“Vejo que todos saem perdendo com isso. Se em virtude do gramado, toda essa questão econômica é colocada de lado, só tenho a lamentar”, concluiu o deputado.

Espaços inviáveis 

Após o anúncio do Governo do Estado na quinta-feira (21), o prefeito Emanuel Pinheiro afirmou que foram avaliados outros locais para fazer o evento. Porém, segundo ele, nenhum teria estrutura para comportar a festa.

“Tentamos outros lugares, como a Orla do Porto, mas não teria estrutura e poderia comprometer a segurança em um evento tão grande. Pensamos ainda no Sesi Papa, mas o acesso ficaria muito complicado, a mobilidade praticamente não teria, além da falta de estacionamento e segurança”.

A Acrimat [Parque de Exposições] foi a última opção, no entanto está em obras e não pode receber nenhum evento.

(Mídia News)