Conectado por

Saúde

Deformidades do antepé em atletas


Compartilhe:

Publicado por

em

Várias técnicas cirúrgicas têm sido descritas para o tratamento do hálux valgo (joanete) e deformidades nos dedos menores como vimos no artigo anterior. No entanto, a falta de acordo e as divergências nas técnicas estimularam o desenvolvimento de cirurgias minimamente invasivas, tão eficazes quanto as outras técnicas.

Este método teve início por volta de 1940 nos Estados Unidos e foi desenvolvido nos anos 90 na Espanha, tornando-se sucesso na ortopedia mundial inclusive no Brasil nos últimos anos. A aplicação destes conceitos foi questionada no passado. No entanto, estudos recentes têm mostrado resultados satisfatórios e rápido retorno ao esporte.

Todas as técnicas são realizadas com procedimentos de regime de hospital dia (interna e vai de alta no mesmo dia). Utiliza-se como anestesia o bloqueio da perna/ tornozelo podendo ou não estar acompanhado de sedação. Este tipo de anestesia, diminui os riscos, permite que o paciente receba alta poucas horas após o procedimento e prolonga o período de analgesia após a cirurgia. A fluoroscopia (imagem em tempo real da cirurgia) é útil para monitorizar o desempenho de alguns dos passos cirúrgicos e verificar a correção imediatamente.

O método permite realizar a correção através de pequenos orifícios de aproximadamente três milímetros cada que  são os chamados portais por onde são introduzidas pequenas fresas/ brocas, (semelhante aquelas utilizadas nos consultórios odontológicos) onde se realizam os procedimentos ósseos necessários para corrigir as deformidades e retirada de calosidades  de forma simples e rápida.

Como não se utilizam implantes e as incisões são muito pequenas há baixo risco de infecções.
 Além do joanete este método permite corrigir outras deformidades como dedo em martelo, Joanete de Sastre (do quinto dedo), dedos em garra, metatarsalgia, saliências ósseas (esporões), calosidades e deformidades menores do antepé.

Neste tipo de cirurgia os pacientes tratados, recebem alta do hospital caminhando sobre o pé operado no mesmo dia, pois geralmente não se utilizam materiais como pinos, placas e parafusos, o que permite andar e pisar com o pé operado imediatamente após a cirurgia apenas com enfaixamento e usando um calçado pós cirúrgico adequado.

Hoje a técnica de cirurgias por vídeo, escopia e com incisões cada vez menores representam mais uma ferramenta para auxiliar os cirurgiões a solucionar os problemas dos seus pacientes de uma forma menos invasiva, proporcionando maior bem-estar e segurança no pós-operatório.

Portanto não sinta dor! Procure um especialista em cirurgia do pé e volte ao esporte!

Ana Paula Simões é Professora Instrutora da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Mestre em Medicina, Ortopedia e Traumatologia e Especialista em Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte; e da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte. www.anapaulasimoes.com.br

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *