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Deam abriu mais de 80 inquéritos de violência contra idosas em Rio Branco e em 44% dos casos agressores são os filhos

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Os filhos foram os que mais agrediram idosas em Rio Branco no ano passado. Segundo um levantamento da Polícia Civil do Acre, foram instaurados 85 inquéritos policiais em 2017 de violência contra idosas na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam). Destes, 19 foram flagrantes.

Quanto ao número de inquérito, 37 foram contra os filhos das vítimas, ou seja, 44% das ações. Logo em seguida aparecem os companheiros e maridos, com 12 inquéritos. Contra avôs, noras, sobrinhos, vizinhos e outros foram instaurados um processo contra cada um.

Sobre os crimes mais comuns nos casos, as ameaças lideram o ranking. Injúria ou difamação estão no segundo lugar. Apenas um homicídio foi registrado contra idoso em 2017.

A idosa Maria Cléia Derze Craveiro, de 72 anos, foi uma das vítimas de agressão de familiares. Ela foi morta a tesouradas em agosto do ano passado. O irmão dela, que seria dependente químico e criado pela vítima como filho, foi preso em flagrante. Segundo a polícia, o suspeito queria dinheiro para comprar drogas.

Essa cobrança por dinheiro para sustentar o vício, seja em entorpecentes, álcool ou qualquer outro, é um dos principais motivos para as agressões. A coordenadora da Deam, delegada Kelcinaira Mesquita, explicou que, no caso dos filhos, são pessoas que vivem do dinheiro dos pais.

“Na maioria dos casos, os filhos ainda moram com os pais e têm problemas com álcool ou droga. Então, o problema é a questão do vício. A única coisa que ele faz é usar a droga, não trabalha e vivem da aposentadoria dos pais. Temos muitas ocorrências em relação aos netos, que é a mesma coisa dos filhos, problemas com drogas.”, complementou.

A delegada falou também sobre o atendimento oferecido para essas mulheres. “A gente encaminha para a assistência social e faz visitas para ver a situação. Quando observamos que é caso de crime mesmo, já fazemos a investigação para responsabilizar o agressor”, concluiu.

Outros crimes

Na lista também aparecem crimes como cárcere privado, omissão de socorro, tentativa de homicídio, furto, dano, lesão corporal, pertubação do sossego e vias de fato.

A idade das vítimas varia de 60 a 85 anos. No primeiro grupo, de 60 a 69 anos, a polícia abriu 48 processos criminais. De vítimas com idade entre 70 a 85 anos, foram 37.

Idosos agressores

Ainda conforme o estudo, idosos também aparecem na lista de agressores. Dos processos instaurados, 58 têm autores com idades entre 60 a 88 anos. Destes, quatro eram mulheres agressoras e 54 homens.

Neste caso, os companheiros e maridos ocupam 50% dos processos. Ex-companheiros e ex-namorados aparecem com 38%, só ex-namorados com 5% e outros com 12%.

Ameaças também lideram a lista de crimes cometidos por idosos. São 21 casos, 12 de calúnia ou injúria, 3 estupros, 16 lesões corporais, 5 vias de fato e 1 desobediência.