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De Sinop, fotógrafa cria projeto e reverte vendas em ajuda para África

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elita Schneider tinha uma inquietude constante por sentir que faltava algo em seus trabalhos. Após inúmeras pesquisas no universo da fotografia, ao folhear um livro, eis que se encantou por um retrato feito na África e, mais ainda, por saber que a imagem foi vendida e a renda revertida em ajuda para comunidades daquela região. Foi então que a fotógrafa teve a ideia de montar o projeto Africa Abantu. Para ela, foi como atender o chamado para uma missão que deveria cumprir. 

O desafio na época, em 2014, era descobrir como seguir este caminho e atravessar o oceano para realizar o trabalho nos países e cidades da África. “Eu sabia que tinha que ir para a África, mas não sabia como. Foi então que descobri um projeto pela igreja católica, realizado pela renovação carismática. Algumas pessoas haviam decidido pedir a benção do Bispo e a ajuda da comunidade para comprar passagens com o objetivo de realizar uma missão na África. Fui atrás delas, expliquei minha idéia e aceitaram que eu fosse junto”, conta.

Abantu significa “humano” em um dialeto Mwizi.  Celita decidiu que não queria mostrar só a pobreza destas localidades e, sim, uma África humanizada em seus registros. Com retratos reais e sem nenhuma manipulação em programas de tratamento de imagem, sua bússola é o coração. Ela mostra o que as pessoas sentem, dentro da simplicidade em que vivem, nas cidades do continente que ainda é refém da miséria.

“Não quero ajudar só os locais que visitei como Mwizi ou Quénia, mas muitos outros lugares, inclusive no Brasil. Sei que nosso país precisa de muita ajuda, mas para mim a África foi um chamado, uma missão e eu precisava ir para lá”, explica. A fotógrafa ainda ressalta que seu olhar passou a ser mais amplo e sensível às dores do mundo, pois se é capaz de contribuir em outros continentes também se sente capaz de ajudar em qualquer lugar do mundo.

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Celita Schneider não queria mostrar só pobreza e, sim, uma África humanizada em seus registros feitos pelo país

Celita foi contatada pela reportagem do em uma das suas viagens, mas pela forte emoção vivida e internet ruim do local, resolveu aguardar para pensar melhor nas respostas. O África Abantu é um projeto individual, mas que tem o auxílio de muitas pessoas. Para a fotógrafa, ele está só começando e ajudar as comunidades que visitou e fez com que ela acreditasse que isso pode virar uma ONG ou, quem sabe, uma fundação. 

“Aquela nação é realmente muito diferente e mais sensível. Quando estamos ali, ficamos meio paralisados e, às vezes, parece que estamos assistindo um filme ou documentário, mas é real. Melhorei meus olhares e inseri mais simplicidade no meu trabalho”, conta.

Celita explica que poucos africanos dentro destas comunidades falam inglês. Por isso, a observação precisa ser ainda mais aguçada. “Mesmo quando a gente não tem nada para oferecer, eles nos recebem com carinho. Lembro de muitas coisas, mas recentemente vi um menino de seis anos mostrar uma escova de dente que ganhou ao professor. Ele achou algo tão grandioso ter ganho aquela escova que disse que foi Deus quem lhe mandou”, lembra.

O projeto África Abantu pode ser acompanhado pelas redes sociais no instagram e página no Facebook.

fotografa Celita Schneider

 

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