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Confira três soluções para ação preditiva no agronegócio


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Estar preparado para o que vai acontecer futuramente é uma das melhores formas de evitar problemas, ainda mais quando se trata de agronegócio. Por conta do impacto que elementos externos têm nas operações agrícolas, há séculos o produtor rural busca planejar suas atividades antecipadamente, levando em consideração diversos sinais que se relacionam com a previsão do tempo. Não à toa, a meteorologia evoluiu significativamente ao longo dos anos, trazendo inúmeros ganhos para o campo.

No entanto, hoje, a previsibilidade no agronegócio já não se restringe somente a essa questão. Embora a análise das condições e fenômenos climáticos continue sendo extremamente importante para o empresário e o produtor rural, os avanços tecnológicos e o crescente acesso a dados permitiram o surgimento de diversas outras soluções voltadas para a predição.

“Há muito o que se esperar da tecnologia nesse sentido para os próximos anos. Com sensoriamento,  tecnologias de integração e análise inteligente de dados, alcançaremos cada vez mais previsibilidade, contribuindo para planejamentos e execuções eficientes das operações agrícolas”, explica Bernardo de Castro, Presidente da divisão de Agricultura da Hexagon, que desenvolve e fornece soluções tecnológicas para áreas rurais e florestais.

Confira três maneiras de como a tecnologia está permitindo ações preditivas e colaborando com o agronegócio:

Monitoramento de máquinas

A automação do maquinário agrícola de usinas e fazendas envolve a instalação de uma série de sensores que registram as atividades desses equipamentos segundo a segundo, recolhendo centenas de informações sobre as operações realizadas em tempo real.

Por meio de tecnologias como Big Data e Inteligência Artificial, esses dados são cruzados e geram projeções de cenários e antecipação de problemas. Um exemplo bem comum é a avaliação do risco de falha das máquinas com base no monitoramento constante da situação desses equipamentos. Assim, é possível disparar ações de manutenção preventiva na frota, baseadas em dados de comportamento das máquinas.

“Quando não temos esse controle, pode acontecer de, no meio de um processo agrícola, uma das colhedoras quebrar. O trator e o reboque que a acompanham também irão parar, assim como os seus operadores, que ficarão sem trabalhar até a chegada do mecânico – o que pode demorar. Todo esse tempo e recurso é desperdiçado, e acaba gerando um efeito cascata nos dias seguintes”, comenta Bernardo.

Na divisão de Agricultura da Hexagon, produtos como o HxGN AgrOn Monitoramento de Máquinas usam sensores para medir variáveis das máquinas agrícolas e analisar seus dados. No caso de necessidade de manutenção, basta programar a atividade com antecedência, efetuando uma parada mais curta ou mesmo alocando máquinas reservas na data prevista.

Além de evitar essa situação de emergência não planejada, as ações preventivas impedem o aumento de danos nos maquinários, ampliando seu desempenho e garantindo um aproveitamento máximo da vida útil dos equipamentos.

Combate a doenças e pragas

Assim como é possível monitorar máquinas, também é importante olhar para a plantação como um todo. Hoje, com o auxílio de tecnologias como sensores,  drones e imagens de satélites, por exemplo, essa observação ajuda na identificação automática de pontos de atenção.

A análise também é feita com inovações como a IA, que permite a combinação de imagens e informações para a obtenção de diagnósticos em tempo real. “Com os dados, é possível identificar sinais de doenças e infestações de pragas nas plantas, e até mesmo problemas mais simples, como deficiência nutricional”, explica o presidente da divisão de Agricultura da Hexagon.

O cuidado permite a tomada de ações antecipadas de combate a essas ameaças, evitando que o problema se propague por toda a plantação ou prejudique a produtividade daquela safra.

Alocação de transbordo

Outro exemplo de como a tecnologia pode conferir previsibilidade ao campo é a identificação dinâmica de oportunidades de alocação de recursos, que permite uma otimização logística em uma série de etapas da produção agrícola, como baldeios, carregamentos e transportes.

Para as operações de colheita de cana-de-açúcar, por exemplo, sistemas ajudam a alocar de forma inteligente recursos de carregamento (transbordos) e transporte (caminhões), de acordo com informações coletadas em tempo real e cálculos de previsão de demandas de novos recursos.

Um transbordo pode ser, assim, alocado de maneira automática e antecipada a um ponto futuro onde determinada colhedora o demandará. Da mesma forma, caminhões são despachados automaticamente para frentes de colheita, de acordo com o status e a previsão do ritmo de produção de cada frente.

“Esse tipo de produto, como o HxGN AgrOn Alocação Dinâmica de Transbordo, sincroniza o ritmo de corte das colhedoras com a movimentação dos transbordos, indicando o momento ideal para o deslocamento desses tratores”, explica Bernardo de Castro. “Isso impede que a colhedora interrompa seu trabalho e ainda reduz o tempo de espera por um novo transbordo para continuidade da operação”, complementa.

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