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Agronegócios

Como o aumento da população muçulmana no mundo, crescem as oportunidades para empresas que querem exportar seus produtos


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Atualmente, há 1,8 bilhão de muçulmanos no mundo de acordo com Instituto Americano Pew Research Center. Hoje, a maior população muçulmana está na Indonésia, com 235,875 milhões. Mas em 2060, a perspectiva é que a Índia ultrapasse os 300 milhões de muçulmanos, chegando a 333,090 milhões. Toda esta população consume produtos “halal”, que sejam lícitos, permitidos de acordo com as regras de Deus escrita no Alcorão, ou seja, seguem 100% todas as normas da jurisprudência islâmica para consumo dos muçulmanos (veja abaixo mais detalhes). Neste caso não há consumo de álcool ou qualquer incidência de derivados de suínos. A cada ano a população aumenta e necessita de alimentos com certificação halal.

População atual de muçulmanos – 2019

Perspectivas para pulação muçulmana em 2060

E o Brasil é um dos países que está melhor preparado para atender não só a comunidade muçulmana como o mundo quando o assunto é alimento de qualidade. Em frango, por exemplo, de acordo com a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), somos o maior produtor e exportador do mundo de carne halal – cerca de 50% dos frangos exportados têm certificação halal. No primeiro semestre de 2019, as exportações de frango certificados alcançaram o volume de 1.006,70 (mil/ton) com aumento de 15% quando comparado com o mesmo período de 2018, que registraram 872,54 (mil/ton).

O Brasil é considerado o segundo maior produtor mundial de frangos, além de ser líder na comercialização de carnes halal, método de corte diferenciado de acordo com as leis islâmicas.
Método de abate halal – Em frigoríficos, por exemplo, são necessárias algumas condições: o abate deve ser efetuado por um muçulmano; a face do animal deve estar voltada para a Meca; o sangue precisa ser extraído da carcaça para evitar contaminação; deve ser uma morte rápida para evitar sofrimento ao animal, além de uma higienização perfeita.

Mercado halal – O mercado global de produtos e serviços Halal representa um valor estimado de US$ 6,4 trilhões, com crescimento entre 15% a 20% ao ano. E um dos produtos mais consumido é a proteína animal.

Segundo estimativas divulgadas no relatório OECD FAO Agricultural Outlook 2018-2027, os principais consumidores mundiais de carne de frango, por kg/per capita, são Estados Unidos, Malásia, Austrália, Brasil, Argentina, Arábia Saudita, Nova Zelândia, Chile e África do Sul, respectivamente.

Perspectivas para 2020 – No primeiro semestre de 2019, de acordo com dados divulgados pela ABPA, a China foi o maior importador de carne de frango, atingindo 257,90 mil toneladas, sendo responsável por 12,9% das exportações de carne de frango. Já para Arábia Saudita, o Brasil exportou 239,93 mil toneladas.

Mas depois das visitas da ministra Tereza Cristina e do governo federal, Jair Bolsonaro, à China e a alguns países do Oriente Médio, as vendas aumentaram. Segundo a ABPA, entre janeiro e outubro, a China importou 444,7 mil toneladas (+22% quando comparado com o mesmo período em 2018), com resultado cambial de US$ 931,7 milhões (+38%). Ao todo, 13,3% da carne de frango exportada pelo Brasil em 2019 foram embarcadas com destino à China. Atualmente temos 46 plantas habilitadas para embarques de carne de frango.

Para Ali Saifi, diretor-executivo da Cdial Halal, a missão fortaleceu as relações e trouxe a expectativa de aumento do comércio do Brasil com países árabes que, com certeza, trará bons frutos para o agronegócio brasileiro. “Houve uma grande proximidade e reconhecimento da importância do mundo árabe para o Brasil. Arábia Saudita, por exemplo, é um país muito grande e os acordos comerciais são extremamente importantes para ambos”, ressalta.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, de janeiro a outubro deste ano, as vendas externas do agronegócio brasileiro para Arábia Saudita foram de US$ 1,462 bilhão, 1,6% a mais que no mesmo período do ano passado. “Estamos ampliando nossa atuação, porém ainda há um grande mercado a ser explorado. Para os países árabes, a questão da segurança alimentar é de suma importância. São países que necessitam de proteína animal, do agronegócio, em geral. Com certeza, este fator ajuda a fomentar o crescimento de mercado”, explica Saifi. Para o executivo, para manter este crescimento e interesses de vários países pelo Brasil, devemos ter bons relacionamentos com todo o mundo e apresentar o que temos de melhor.

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