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Saúde

Como lidar com o vazio interno sem apelar para o excesso de consumo


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Por Vivian Wolff, Coach de Vida e Carreira pelo Integrated Coaching Institute (ICI); formada em Mindfulness pela Georgetown University Institute for Transformational Leadership, Washington DC; com MBA em Marketing Estratégico pela University de Catalunya, Barcelona
No aprendizado das práticas meditativas existe o conceito de que muito do nosso sofrimento está no apego e no desejo de possuir mais. O que essas pessoas não sabem, e precisam aprender, é que a busca pela felicidade nem de longe está no “ter”.
Quantas vezes alguém sentiu um vazio interno, foi ao shopping, comprou um monte de coisa e voltou para casa com o sentimento de satisfação? Essa sensação é falsa e momentânea. Logo, o vazio volta, pois não são roupas novas que preencherão esta lacuna e tampouco resolverão suas angústias.
Daí a necessidade de ter autoconhecimento, descobrir sua identidade, suas necessidades e o que realmente é importante na sua vida. Sem precisar torrar o cartão de crédito.
Faça um check list da sua vida. Identifique o que tem de errado e tente mudar ou resolver o problema. Pense em quem você é, quais os seus valores, suas metas. Sinta se você está feliz com a vida que leva ou apenas acomodado. Descubra o que te dá prazer em viver, e que não tenha relação com consumo.
Na medida que percebemos nossas prioridades, começamos a desapegar e construir uma nova forma de viver. Respiramos com alívio quando, em vez de passar a tarde no shopping, preferimos ir a um parque. Em vez de comprar mais um livro, resolvemos começar a ler algum dos 17 que estão empilhados no criado-mudo. 
Excesso de consumo: prejuízo ao ser humano e ao planeta
O consumo exagerado é um sinal de alerta para as pessoas, mas é também um estrago ao nosso planeta.
Durante um mês de férias na Austrália e Nova Zelândia, pude conhecer a cultura do “All we need is less” (Tudo o que precisamos é de menos). Menos consumo, maior sustentabilidade, menos destruição, maior integração e respeito pelo meio ambiente.
Não senti falta de nada. Não vi um canudo de plástico, a maioria das lojas e supermercados usavam sacolas de papel ou os próprios consumidores levavam as suas.
Passar dias vivenciando esse sistema e, melhor, constatando os resultados, me fez enxergar o quanto podemos (e precisamos) mudar nossos hábitos de vida e necessidades de consumo.
Claro, ainda vivemos em um mundo cujo foco é a aceleração econômica. Porém, pouco a pouco as pessoas começam a despertar para o fato de que crescer a cada ano significa usar mais os recursos do planeta. E como diz uma estampa de camiseta que circula por aí, “Não existe Planeta B”.
Como é possível crescer sem acabar com nossos recursos limitados? Será que realmente precisamos consumir e produzir o dobro a cada ano e encher nossas casas com coisas que muitas vezes nem precisamos? É hora de refletir. De mudar. Pela sua felicidade e pelo bem do planeta. 
Que o seu 2019 seja assim: com menos excesso e mais consciência!
(Assessoria)
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