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Agronegócios

Commodities devolvem últimos ganhos aproveitando da renovada fricção entre EUA e China

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A quinta (21) está se encaminhando para fechar com as principais commodities devolvendo os últimos ganhos, em ajuste técnico, aproveitando também mais um grau de fricção nas relações entre China e Estados Unidos.

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A soja e o açúcar são as que mais refletem diretamente o cenário global, enquanto o milho está mais ligado ao consumo interno americano, ainda que igualmente segue a dança do petróleo.

Com a oleaginosa, os recuos foram menores pela manhã na CBOT, em Chicago, e aumentaram à medida que os agentes não veem vendas significativas dos Estados Unidos, em relatório do USDA sobre exportações, a ser apresentado hoje.

O contrato julho alcança mais de 1% de perda, em US$ 8,37, às 12h40 (Brasília).

Sem que houvesse relaxamento significativo na disputa comercial entre as duas grandes potências, manobras militares dos Estados Unidos próximas à China acirraram os ânimos. E renova o grau de pessimismo que volta e meia paira sobre a efetivação plena do acordo comercial.

Ao mesmo tempo, resvala no petróleo. Em mais uma alta moderada nesta quinta (0,76%/US$ 36) atrelado à reabertura de algumas das maiores economias mundiais, o barril do Brent em Londres não perde a pressão de um retrocesso que pode vir das tensões sino-americanas.

Daí que os traders entregam os frágeis ganhos do açúcar dos últimos dias – inclusive com o rompimento do vencimento julho, ontem, em Nova York, acima dos 11 centavos de dólar por libra-peso -, e a commodity também vem ampliado o recuo levemente. Fica sempre a expectativa de que o etanol no Brasil não suporte a competitividade da gasolina e o mercado coloque mais oferta do adoçante no mundo.

O panorama no futuro de julho é de 2,06% de recuo, estando em 10,96 c/lp.

O milho também é pressionado pela queda do consumo de etanol, misturado à gasolina, nos Estados Unidos. E aumento dos estoques. Mas cai mais moderadamente, 0,35%, em US$ 3,17 o bushel.

Moneytimes