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Rondônia

Com UTI’s lotadas, Vilhena decide manter decreto restritivo pelos próximos 10 dias


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A Prefeitura de Vilhena (RO) decidiu manter em vigor o decreto de distanciamento social mais restritivo durante os próximos 10 dias. A decisão foi tomada após o Governo de Rondônia flexibilizar medidas no novo decreto estadual, permitindo eventos com até 999 pessoas, entre outras mudanças.

De acordo com o prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês, o número de casos da Covid-19 no município é preocupante, apesar dos esforços para que a situação amenize.

“Precisamos observar por mais tempo a evolução da pandemia no município antes de retomarmos nossa “vida normal””, disse.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), a cidade tem operado com a UTI acima de 90% nos últimos 12 dias e a flexibilização poderia agravar a situação nos hospitais.

Ambulatório localizado na avenida Rony de Castro em Vilhena, RO, que atende pacientes de Covid  — Foto: Prefeitura de Vilhena/Divulgação

Ambulatório localizado na avenida Rony de Castro em Vilhena, RO, que atende pacientes de Covid — Foto: Prefeitura de Vilhena/Divulgação

As regras em vigência no município obrigam o uso de máscaras e distância mínima (120 centímetros) de segurança entre as pessoas. O mesmo texto proíbe a realização de atividades recreativas, esportivas e de lazer em espaços públicos, assim como o consumo de bebidas alcoólicas nessas áreas.

Reuniões, festas e demais encontros são permitidos com a presença de no máximo seis pessoas e os estabelecimentos comerciais com apenas 30% da capacidade de lotação.

Cenário da pandemia em Vilhena

Desde o início da pandemia, Vilhena já registrou 12.750 óbitos e 241 mortes, segundo o Painel Covid do Governo de Rondônia. Cerca de 21.2% dos vilhenenses já foram vacinados com a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

Há mais de 12 dias, os leitos de UTI de Vilhena atuam acima dos 90% de capacidade. Recentemente o Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a cidade adotasse medidas mais restritivas de enfrentamento à Covid-19, considerando a lotação dos leitos de UTI.

G1.globo.com