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Cinco engenheiros são presos suspeitos de fraudes em Brumadinho


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Cinco homens envolvidos e responsáveis pelo licenciamento da barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho na sexta-feira foram presos na manhã desta terça-feira. Três funcionários da mineradora e dois engenheiros terceirizados que atestaram a estabilidade do empreendimento foram detidos na operação.

A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou por volta das 12h desta terça-feira, dia 29, os números de vítimas do desastre de Brumadinho. O órgão informou que são 65 mortes confirmadas e 288 pessoas desaparecidas. Eram 279 no final da noite de segunda-feira. De acordo com a Defesa Civil, já foram localizadas 390 pessoas.

Dois engenheiros que prestavam serviço para a Vale foram presos na Zona Sul de São Paulo: André Yassuda e Makoto Namba. Eles foram levados para a Polícia Civil de onde partiram às 10 horas da manhã para o Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte da cidade, para serem encaminhados a Belo Horizonte, Minas Gerais, para prestar depoimentos a procuradores mineiros.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas, foram detidos três funcionários da mineradora. São eles o geólogo Cesar Augusto Paulino Grandchamp, o gerente de Meio Ambiente do corredor Sudeste da Vale, Ricardo de Oliveira, e o gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale, Rodrigo Artur Gomes de Melo.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) cumprem sete mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária no intuito de apurar responsabilidade criminal pelo rompimento da barragem da mineradora no município mineiro.

As prisões foram decretadas pelo prazo de 30 dias e todos os presos serão ouvidos pelo MPMG. Os documentos e provas apreendidas também serão encaminhados ao Ministério Público para análise.

As ordens de prisão, além de sete mandados de busca e apreensão, foram expedidas pela Justiça de Minas Gerais, no fim de semana. 

Em São Paulo, as ações são coordenadas por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP de São Paulo, e pelo Departamento de Capturas (Decade) da Polícia Civil paulista. 

O MPF, por meio da Procuradoria da República em Minas Gerais, e a PF, por meio da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, cumpriram simultaneamente os cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em Belo Horizonte. As ordens foram cumpridas na sede da Vale, em Nova Lima (MG), e em uma empresa sediada em São Paulo que prestou serviços de projetos e consultoria na área das barragens. Também foram alvo das medidas pessoas ligadas a essa empresa.

Nas diligências, houve a participação de procuradores da República lotados em Minas Gerais e São Paulo, de policiais federais e de peritos das áreas de informática, mineração e geologia. “Os órgãos de investigação têm trabalhado de forma concatenada para apuração dos graves crimes relacionados com o rompimento da barragem, sendo que as investigações se encontram em andamento”, informou o MPMG.

Em nota, a Vale disse que está contribuindo com as investigações. “Referente aos mandados cumpridos nesta manhã, a Vale informa que está colaborando plenamente com as autoridades. A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”, diz, em nota a companhia. 

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