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Células umbilicais ajudam recuperação de lesões neurológicas


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Uma recente publicação na revista científica Cell Transplantation revela o sucesso do tratamento de lesões cerebrais com células estaminais do tecido do cordão umbilical, com melhorias significativas na qualidade de vida do doente.

O caso apresentado se refere a um adolescente de 16 anos, cuja avaliação inicial indicou a presença de lesões neurológicas causadas pela falta de irrigação sanguínea e de oxigênio no cérebro após parada cardiorrespiratória, com graves consequências na sua qualidade de vida. Mais de dois meses após o episódio, o adolescente permanecia hospitalizado, sem conseguir respirar nem se alimentar de forma independente e tinha grande dificuldade em seguir instruções básicas.

Na ausência de uma opção terapêutica eficaz e tendo em conta estudos anteriores indicativos de que as células estaminais mesenquimais (MSC) podem ajudar no tratamento de lesões neurológicas, a equipe clínica começou a administração de MSC do tecido do cordão umbilical, combinando com um programa personalizado de fisioterapia. Ao longo de dois meses, o doente recebeu quatro tratamentos e o procedimento se mostrou seguro, sem complicações maiores.

As melhorias foram se tornando evidentes com o passar do tempo, sendo que ao fim de um mês após o primeiro tratamento, o adolescente tinha aumentado a força no tronco e a coordenação motora nos membros superiores. Um ano depois, as lesões cerebrais inicialmente visíveis por ressonância magnética tinham desaparecido e o eletroencefalograma e a pontuação da escala de Medida de Independência Funcional tinham voltado aos valores normais. 

Segundo Bruna Moreira, investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal, “a estratégia de tratamento adotada pelos autores, com múltiplas administrações de MSC combinadas com um programa de reabilitação intensivo, demonstrou ser exequível e segura, tendo resultado na recuperação completa do doente, tanto a nível motor como cognitivo”.

“No entanto, é importante continuar realizando estudos com um maior número de doentes para estabelecer a eficácia do procedimento proposto e definir aspectos fundamentais do tratamento, como a dose, frequência e via de administração das MSC”, reforça ainda a pesquisadora.

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