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Caso Vitória: Trio matou menina ciente que ela não era o alvo, diz promotora


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O trio preso pelo sequestro e assassinato da estudante Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, 12, tinha consciência que havia raptado “a pessoa errada”, segundo denúncia do MP (Ministério Público), aceita na última terça (17) pela Justiça.

O corpo da jovem, desaparecida em 8 de junho, foi encontrado oito dias depois na zona rural de Araçariguama (53 km de SP). A última vez que Vitória foi vista com vida é em imagens de câmeras de segurança em uma rua perto do ginásio.

Segundo a denúncia do MP, os três suspeitos presos “são incapazes” de conviver em sociedade e contam “com traços de personalidade animalesca” pelo fato de sequestrar e matar Vitória Gabrielly, “mesmo sabendo que [ela] não possuía nenhum vínculo com a situação que pretendiam ‘resolver’”.

 

Laudo da perícia feita pelo IML (Instituto Médico Legal) determinou que a jovem foi morta por asfixia provocada por esganadura, de forma violenta.

A situação mencionada seria uma dívida de drogas que os serventes de pedreiro Julio Cesar Lima Ergesse, 24, Bruno Marcel Oliveira, 33, e a faxineira Mayara Borges de Abrantes, 24, pretendiam cobrar em Araçariguama, segundo registrado no relatório final da Polícia Civil, concluído no último dia 6.

O “alvo correto” do trio seria outra jovem, irmã de um homem que estaria devendo R$ 7.000 a traficantes.

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