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Caderneta em dia: Saiba que vacinas adultos devem tomar


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A história das vacinas começou com as crianças. Os imunizantes nasceram como uma forma emergencial de protegê-las contra doenças que eram grandes responsáveis por altos níveis de mortalidade infantil há décadas. Porém, com o passar dos anos, a ciência descobriu que a vacina é útil para a saúde pública em qualquer idade e criou fórmulas específicas para doenças que atingem adultos.

Porém, a cobertura vacinal dos imunizantes presentes no calendário do adulto é muito baixa — não só no Brasil, como no mundo — e chega a 30% para algumas doenças. De acordo com Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizantes (Sbim), as vacinas ficaram tão consagradas à infância no imaginário popular, que o conceito ainda é difícil de ser incorporado.

“Grande parte da população tem apreço à carteira de vacinação dos filhos, mas não sabe da própria. Fala que já tomou ou desconhece que existe vacina para a sua idade”, explica o médico.

Entre os imunizantes que precisam ser aplicados em pessoas com mais de 20 e menos de 59 anos estão:

  • contra hepatite A, B ou A e B;
  • HPV4;
  • tríplice ou dupla bacteriana;
  • varicela (catapora);
  • influenza;
  • meningocócica B;
  • febre amarela;
  • dengue;
  • pneumocócicas;
  • herpes zóster.

Boa parte dos imunizantes está disponível de forma gratuita na rede pública, mas alguns, como os para infecções pneumocócicas e herpes zóster, por exemplo, só são encontradas na rede privada e ficam a critério médico para pessoas acima de 50 anos. Idosos, gestantes e viajantes também possuem cartilhas específicas.

“Muita gente acha que vacina é coisa de criança, e as pessoas não são estimuladas a isso. Muitos fazem check-up, mas não incluem imunizantes que trarão benefícios para a saúde e qualidade de vida. O adulto trabalha, se relaciona, viaja, e está exposto a qualquer momento a um agente infeccioso”, afirma Ana Rosa dos Santos, médica infectologista e gerente médica do Sabin Imunização.

Ela lembra ainda que tomar vacina é algo que protege não só o indivíduo, mas também a sociedade, evitando que doenças circulem entre a população.

Pessoas com mais de 40 anos, que não tomaram algumas das vacinas que hoje são obrigatórias para crianças ou quem perdeu o cartão de vacinação pode optar por tomar de novo os imunizantes sem nenhum problema. “Algumas dessas vacinas precisam ser refeitas, porque, com o passar do tempo, pode ir caindo a proteção”, explica Ana Rosa.

“O calendário tem três olhares: a vacina que o paciente devia ter tomado e não tomou, as que precisam de reforço e as que precisam ser começadas. É importante resgatar o passado, encontrar o histórico vacinal, mas nem sempre é fácil. Não sabe se tomou? Tome novamente. Não há nenhum mal”, afirma Kfouri.

Outro motivo para procurar um posto de saúde e atualizar as vacinas é que, a partir dos 50 anos de idade, há uma queda natural no sistema imunológico, deixando as pessoas mais vulneráveis a sofrer mais com infecções.

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