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Agronegócios

Bolsa de Chicago abre a semana com milho em leve queda e mercado aguardando definições


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A semana começa com os preços internacionais do milho futuro apresentando leves quedas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam desvalorizações entre 2,25 e 2,50 pontos negativos por volta das 09h20 (horário de Brasília). O vencimento maio/19 era cotado à US$ 3,56, o julho/19 valia US$ 3,64 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,72 nessa segunda-feira (22).

Segundo analistas da ARC Mercosul, a semana começa com baixas nas cotações do milho após a semana passada, mais curta devido ao feriado de páscoa, se encerrar apática. O mercado se acomodou com resultados baixos e dentro do esperado para o relatório de exportações americanas divulgado na quinta-feira.

De acordo com a análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho estão baixos nesta manhã, enviando o contrato de maio abaixo do suporte de baixa de 9 de abril. Os grandes estoques de culturas antigas continuam a ser um obstáculo no mercado, com previsões inconstantes limitando as compras.

Já a Agência Reuters, informa que os agentes do mercado devem iniciar a semana no aguardo da publicação do próximo relatório semanal de progresso do plantio americano pelo USDA, para depois tomar uma direção.

Confira como fechou o mercado na última quinta-feira:

Milho fecha semana com resultados misturados e poucos movimentos na Bolsa de Chicago

Essa quinta-feira (18) se encerrou com os preços internacionais do milho futuro pouco movimentados e apresentando resultados misturados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram flutuações entre 0,5 negativo e 0,25 positivo.

O vencimento maio/19 foi cotado à US$ 3,58, o julho/19 valeu US$ 3,67 e o setembro foi negociado por US$ 3,75.

Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho fecharam em fração a quinta-feira em algumas compras técnicas leves antes do fim de semana de três dias, uma vez que o pregão estará fechado nessa sexta-feira santa.

Ainda nessa quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou que os EUA venderam 947,6 mil toneladas de milho, enquanto o mercado esperava algo entre 500 mil e 950 mil toneladas, elevando o acumulado para 44.690,9 milhões de toneladas. Na temporada anterior, esse volume era de pouco mais de 49 milhões.

“Com as divulgações do relatório com números dentro do esperado, os mercados de grãos passaram uma sessão relativamente livre de drama hoje”, disse Potter.

Mercado Interno

Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as valorizações apareceram somente nas praças do Oeste da Bahia (0,70% e preço de R$ 35,75) e Porto Paranaguá (3,13% e preço de R$ 33,00).

As desvalorizações foram percebidas em Rio do Sul/SC (3,03% e preço de R$ 32,00), Assis/SP (5,23% e preço de R$ 30,80), Brasília/DF (6,45% e preço de R$ 29,00), Campinas/SP (7,61% e preço de R$ 35,95) e Dourados/MS (10% e preço de R$ 27,00).

De acordo com a XP Investimentos, o mercado físico encerra a semana como começou, pressionado. Na comparação com a última sexta-feira (12), a amostra da XP Investimentos recuou R$ 0,97/sc ou 2,65%. É a terceira semana com baixa expressiva e a média, agora, está em R$ 35,83/sc.

“De maneira geral, o bom volume de chuvas conduz um desenvolvimento das lavouras de inverno animador, com números finais de safra próximos aos maiores da história. O cenário externo também é baixista, com estoques elevados, superproduções e baixo demanda de rações. Localmente, compradores seguem retraídos, sem indicar níveis para aquisição do milho diferido e, quando necessitam, recorrem ao bom fluxo de tributado”, apontam os analistas.

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