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Blairo Maggi diz que delação de Silval Barbosa ‘judiou’


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O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) afirmou ontem que o fato de ter sido citado pelo ex-governador Silval Barbosa em sua delação premiada foi fator predominante para que ele tomasse a decisão de deixar a vida pública neste ano.

Após 16 anos, o progressista, que está licenciado do cargo de senador, irá se afastar a política em 31 de dezembro, data em que encerra o seu mandato.

“Obviamente a gente não pode esconder, a própria delação que houve aqui no Mato Grosso do Silval, é uma coisa que acabou judiando muito, e fez com que eu repesasse isso também: se vale a pena ou se não vale a pena você fazer todo esse enfrentamento e estar na política como eu estava. A conclusão foi não, deixa eu ficar fora, vamos resolver os problemas e seguir em frente”, revelou o senador.

O ex-chefe do Executivo Estadual acusou Maggi de ter participado da negociata que envolveu a compra de uma cadeira no Tribunal de contas do Estado (TCE).

Além disso, Maggi disse que suas empresas têm sido prejudicadas por conta de sua exposição política, mesmo ele não estando a frente dos negócios de forma efetivamente.

“A política tem sido muito depreciada nos últimos anos. E para quem tem negócios, como eu, isso tem criado muitas dificuldades para se movimentar. Isso se chama PPE, pessoa politicamente exposta. Quando você tem um cargo público, você aumenta a exposição e o risco para os negócios”, explicou.

Maggi anunciou que deixaria a vida pública em março. Ele garante que não atuará no processo eleitoral neste ano, mas não nega que irá trabalhar internamente para ajudar o seu partido a , eleger dois deputados federais, Ezequiel Fonseca e Neri Gueller.

Além disso, garante apoio à candidatura do deputado federal Adilton Sachetti (PRB) ao Senado Federal. “Vou apoiar o Sachetti sim, certamente. Eu tenho compromissos, por exemplo, eu tenho um partido que precisa de parlamentares. Nós temos dois candidatos fortes no Mato Grosso e vamos tentar trabalhar para levá-los para Brasília, que e o Neri e o Ezequiel”, finalizou.

Questionado sobre o cenário para o Governo do Estado, o ministro apenas classificou como “fortes” os três principais nomes colocados à disputa: Pedro Taques (PSDB), Mauro Mendes (DEM) e Wellington Fagundes (PR).

“Temos três candidatos fortes ao Governo, temos uma eleição para presidente que deve ser muito bem observada também. Enfim, nas mãos dos presidentes, governadores, senadores e deputados, está o futuro dos próximos quatro anos da nação. Vamos à eleição e espero que vença o melhor”, finalizou.