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Bebê que nasceu com síndrome rara está internada há 3 meses à espera de cirurgia na boca em MT

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Um bebê de quatro meses, está internado no Pronto Socorro de Cuiabá, há cerca de três meses, à espera de uma cirurgia para correção de um problema no maxilar, ocasionado pela síndrome Pierre Robin, considerada rara. A mãe acionou a Justiça para tentar garantir o procedimento. O estado diz que a criança passou por duas cirurgias e que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) contestou a ação.

De acordo com Sandra Mendes da Silva, mãe do bebê, Gabrielli nasceu prematura, aos 7 meses de gestação, em Cáceres, a 220 km de Cuiabá.

A criança é portadora de uma síndrome rara, que causa deficiências na boca, como a mandíbula para trás e palato aberto. Com isso, tem dificuldades para se alimentar, respirar, entre outras consequências.

A síndrome impede que Gabrielli seja amamentada e, por isso, ela se alimenta por meio de uma sonda nasal. Ainda segundo a mãe, esses problemas precisam ser corrigidos o quanto antes para que a criança possa ter uma vida normal.

A bebê foi transferida para Cuiabá aos 25 dias de vida, depois de ficar internada em uma Unidade de Terapia Intensiva, em Cáceres. E, desde então, está no pronto-socorro à espera do procedimento.

Gabrielli também tem o osso fêmur mais curto que outras crianças. Além disso, precisa de uma cirurgia no coração.

Segundo a mãe de menina, para que o problema na perna e no coração seja resolvido é preciso que, primeiro, ela faça o procedimento com um cirurgião bucomaxilofacial.

O laudo emitido por um cirurgião do pronto-socorro aponta que a unidade hospitalar dispõe de uma equipe apta a fazer o procedimento, porém, é preciso um aparelho específico que custa cerca de R$ 14 mil reais.

Há cerca de 20 dias, Sandra procurou Defensoria Pública e ingressou com um pedido para que o estado forneça o equipamento. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o governo entrou com recurso e aguarda o resultado.

Ainda com relação ao procedimento de Gabrielli, o estado diz que não é uma cirurgia emergencial e sim eletiva e, sendo assim, precisa cumprir todos os protocolos exigidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A SES alega ainda que a criança já passou por outros dois procedimentos cirúrgicos oferecidos pelo estado. Informou ainda que a criança recebeu alta.

No entanto, a mãe diz que o bebê não passou por nenhuma cirurgia desde que foi transferido para Cuiabá e nunca recebeu alta desde que deu entrada na unidade.

Sandra, que deixou o trabalho de cozinheira para se dedicar à filha, tem mais três filhos, que estão em Cáceres. O marido dela está desempregado e faz trabalhos extras para sustentar a família.

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