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Balanço aponta 4ª regional de Rio Branco com maior nº de roubos nos 3 primeiros meses de 2019

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Um balanço da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostrou os números de roubos em Rio Branco registrados entre 1º de janeiro a 18 de março deste ano. Apenas na quarta regional, foram registrados 437 roubos no período de avaliação.

Esse é o maior número que aparece no levantamento do Sistema Nacional de Segurança Pública (Sinesp). Em segundo lugar fica a região do Segundo Distrito da capital acreana. Foram, ao todo, 423 roubos atendidos em três meses pela segunda regional.

O balanço faz ainda um comparação com casos registrados entre janeiro e março de 2018 e o mesmo de 2019. Em números gerais, houve uma redução de 23,08% nos casos de roubos atendidos pelas cinco regionais de Rio Branco.

Ano passado foram registrados 1.746 mil roubos. Já em 2019 o número caiu para 1.343 mil. A quinta regional apresentou a maior redução nos casos, saindo de 299 roubos entre janeiro e março de 2018 para 123 neste ano. Uma redução de 58,86%.

Quarta regional

A quarta regional é atendida pelo 4º Batalhão da Polícia Militar do Acre (4BPM), no Conjunto Universitário, e é composta por 73 bairros de Rio Branco e a Vila Custódio Freire, na BR-364.

Ao G1, o subcomandante do 4º batalhão, capitão Felício Santiago, explicou que a regional a polícia já tem ciência da quantidade de roubos praticados na regional. Segundo ele, a região é composta de vários nobres e faculdades, o que atrai bastante os criminosos.

“Os roubos têm se acentuado nas áreas das faculdades em detrimento dos alunos e também em função dos próprios moradores. Bairros como Universitário, Tucumã, Vila dos Engenheiros, Manoel Julião tem uma população de classe média a alta. Essa população torna-se alvo dessa marginalidade”, afirmou.

Ainda segundo o capitão, geralmente os alunos usam carros ou motocicletas para chegar até a faculdade e acabam deixando os veículos desprotegidos e alvos fáceis para os bandidos.

“Não estão preparados para enfrentar essa onda de crimes. A polícia trabalha por um lado, mas a sociedade também tem que nos ajudar, tem que ter uma noção de segurança porque há um volume muito grande de pessoas frequentando as faculdades, um fluxo muito grande e tem as pessoas normais que usam os coletivos”, falou.

O capitão acrescentou que a polícia já identificou os pontos de dificuldades, os motivos para o aumento dos roubos na região e montou um planejamento para evitar mais casos.

“Inserimos um ritmo muito forte de trabalho para tentar inibir essa ação volumosa dos crimes, que são praticados por jovens que utilizam as motocicletas. Temos uma certa dificuldade de fazer o acompanhamento nas viatura. Nosso policiamento tende a migrar para motocicleta para tentar acompanhar os criminosos que utilizam as motos”, confirmou.

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