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Saúde

Aumento de dor nas costas na quarentena: A culpa é do sedentarismo


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Com a quarentena causada pela covid-19 e a mudança de rotinas das pessoas, um dado tem chamado a atenção de especialistas em saúde: a expressão “dor nas costas” teve um aumento de 97% nas pesquisas do Google em apenas dois meses. É um movimento que expressa diretamente o crescimento de ocorrência de dor, onde a falta de atividades físicas é apontada como um importante fator.

Estes dados também foram corroborados em um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde 41% dos entrevistados relatou que começou a sentir quadros dolorosos após o isolamento.

“A ausência de exercícios é prejudicial para a saúde da coluna e do sistema musculoesquelético como um todo, pois causa a perda da massa magra, importante para proteção da nossa estrutura vertebral, e deixa o corpo mais fragilizado. Dessa forma, facilita-se bastante o risco de lesões e o desenvolvimento de doenças nessa região”, conta o neurocirurgião com foco de atuação em coluna e mestre pela UNIFESP, Dr. Alexandre Elias.

Por que se mexer?

São muitas as razões. É um hábito que estimula a produção de endorfina, um analgésico natural do organismo; ativa a circulação sanguínea, evitando as doenças cardiovasculares; e movimenta as articulações, aumentando a flexibilidade e resistência.

Além disso, também evita a obesidade, as complicações do diabetes, desenvolvimento de câncer e, por fim, ajuda no tratamento da depressão.

“Quando falamos em atividade física frequente, não significa que o indivíduo precisa praticar esporte de forma intensa todos os dias. Cerca de 30 minutos de exercícios leves a moderados, que inclusive podem estar no contexto de algumas rotinas, já são suficientes. Subir escadas ao invés de pegar o elevador, varrer a casa, lavar o quintal e caminhar são bons exemplos”, explica Dr. Alexandre.

O que fazer durante o isolamento?

Cada pessoa deve procurar o que mais se encaixa em seu perfil.

O alongamento pode ser feito até mesmo na cama. Agachamentos, abdominais e outras variações de treino, que são especialmente positivos para o fortalecimento da coluna vertebral, podem ser praticados com algum tipo de orientação online – seja por vídeos ou aulas ao vivo, que estão bastante acessíveis neste momento.

“O importante é se colocar em ação, pensando no corpo como um organismo que precisa de uso constante e cuidadoso para que sua engrenagem funcione plenamente”, finaliza Dr. Alexandre Elias.

Para entender mais sobre o assunto e demais doenças da coluna, Dr. Alexandre Elias ainda indica o Guia da Coluna Vertebral: http://bit.ly/guiacolunavertebral

 

Dr. Alexandre Elias

Com mais de 20 anos de experiência, Dr. Alexandre Elias é neurocirurgião de coluna com foco em cirurgia minimamente invasiva, especialista pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), pela Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral (SBC), mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e research fellow em cirurgia da coluna vertebral na University of Arkansas for Medical Sciences (EUA).