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Agronegócios

Até ajuda trilionária de Trump à economia, boi havia perdido mais de US$ 30 no mercado futuro de Chicago

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Gado vivo no mercado futuro cai bastante por coronavírus, mas reage um pouco (Imagem: Unsplash/@dorukyemenic)

Com os Estados Unidos entrando como o novo epicentro da pandemia do coronavírus no mundo, a trilionária ajuda do governo de Donald Trump deu algum sustento ao mercado bovino do país. E os mercados futuros começaram a reagir na Bolsa de Chicago (CBOT), após semanas despencando.

Desde que Washington começou a se mobilizar para irrigar a economia, no dia 18, o “centun weight” (cwt), equivalente a 45,35 kg (ou 100 pounds), saiu dos US$ 92,00 e fechou ontem a US$ 108,00 o contrato de abril. Nesta quinta (26), um ajuste técnico tirou pouco mais de 2,5%, ficando ao redor dos US$ 105,00.

Trump anunciou mais US$ 3 trilhões, distribuídos entre a população e pequenos e médios estabelecimentos comerciais.

Vale mostrar retroativamente a sensibilidade desse mercado para o agronegócio dos Estados Unidos.

Na terceira semana de janeiro, quando a China acendeu o alerta global e paralisou o país a partir de Wuhan, onde a epidemia (antes de virar pandemia) se iniciou, Chicago começou a cair da faixa dos US$ 124,00/125,00 cwt. Ou seja, havia perdido mais de US$ 30,oo em dois meses (até aproximadamente dia 18 último).

Segundo analistas locais do mercado, à época, perceberam que muitas posições foram trocadas para vendidas porque as exportações à China sofreriam um grande atraso.

Recorda-se que no acordo comercial entre os dois países, Pequim reduziu em 1/3 as tarifas sobre a carne bovina americana, cujas taxas estavam inflacionadas desde que a guerra comercial começou. Havia a expectativa de que os EUA embarcariam 30% das suas vendas externas aos chineses em 2020 – aliás, em informe, a JBS (JBSS3) tem essa expectativa para as suas plantas americanas –  e se constituiriam em concorrentes de Brasil, Argentina e Uruguai, os principais fornecedores.

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