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Assessoria do prefeito diz que Hildon não foi conduzido pela PF e despacha em casa

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O advogado do prefeito Hildon Chaves, Nelson Canedo e o assessor especial da Prefeitura e também advogado Guilherme Erse Moreira Mendes entraram em contado com a redação informando que o prefeito de Porto Velho não é alvo da Operação Ciranda, que investiga desvios de recursos da Secretaria Municipal de Educação, no que tange a contratação de Transporte Escolar Fluvial.

De acordo com eles, o prefeito não foi conduzido pela Polícia Federal e despacha em casa, de onde também acompanha os desdobramentos da operação, contrariando a reportagem da Rádio CBN, que afirmou que o chefe do executivo municipal estava na Sede da PF, acompanhado de um advogado. Guilherme Erse disse ainda que o prefeito Hildon já identificou o problema (corrupção e desvio de recursos públicos) e está tomando providências.

A OPERAÇÃO

A Operação Ciranda, realizada nesta terça-feira pela Polícia Federal e CGU cumpre 33 mandados de prisão, de busca e apreensão, de sequestro de bens e de bloqueio de valores em Rondônia, Acre, Amazonas e em Pernambuco.. A ação visa desarticular esquema que, por meio de conluio e prática de preços abusivos, gerava enormes prejuízos à prefeitura da capital rondoniense nos contratos do transporte escolar fluvial. 

A fiscalização preliminar da CGU identificou indícios de formação de cartel/conluio entre os concorrentes, a existência de sócios “laranjas”, superdimensionamento de combustível na planilha de composição de custos, armazenamento de combustível de forma irregular e em desacordo com as exigências da licitação. Ainda, verificou-se que tais fatos concorreram para celebração de um contrato superfaturado e que, posteriormente, foi reajustado em desacordo com as suas próprias cláusulas. Em termos de valores, entre os anos de 2014 a 2018, os recursos envolvidos na contratação da empresa alcançam o montante de R$ 33,5 milhões, sendo apontado um superfaturamento dos preços do contrato de transporte fluvial da ordem de 426,76%, correspondendo a R$ 20 milhões. 

Assim sendo, com base nas informações disponíveis elaboradas pela CGU, o DPF responsável pelo Inquérito e o Ministério Público Federal em Rondônia representaram e o Juiz Federal da 3ª Vara Criminal da Seção Judiciária de Rondônia decretou o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão, 10 de prisões temporárias, o sequestro de valores, veículos e imóveis. Os mandados estão cumpridos nos municípios de Manacapuru-AM, Porto Velho-RO, Rio Branco-AC e Recife-PE.

Às 11 horas da manhã os delegados da Polícia Federal concederão entrevista coletiva para informar os desdobramentos da Operação Ciranda.