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As partes interessadas + Obras paralisadas + Clãs políticos + Briga na justiça – Por Carlos Sperança


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As partes interessadas

Como raios de luz vencendo a escuridão da pandemia e do caos econômico, as boas notícias que a Amazônia produz hoje são sinais do que os líderes empresariais, governos sem prevaricação e a imprensa responsável propõem: a volta ao topo, não mais no ranking dos medos, mas das soluções para o mundo.

Um brilhante raio de luz emana do Centro de Biotecnologia da Amazônia, que trabalha em uma versão nacional dos kits de diagnóstico rápido da Covid-19. Produzido com insumos locais, não é mera alternativa ou similar. Será melhor que os importados, considerando que as mutações sofridas pelo vírus aqui podem fazê-lo vencer os testes de outras regiões.

Por trás desse feixe luminoso há um projetor com a mensagem inequívoca de que o patriotismo, no Brasil de hoje, é apoiar a ciência e a pesquisa, evitando descambar para a escuridão da Idade Média, na qual a ciência era considerada criminosa e suas luzes mais brilhantes eram as queimadas da Inquisição.

Uma das novas luzes é a percepção de que o capitalismo que vai sobreviver à pandemia será outro: primeiro ao lado e depois em lugar do capitalismo dos acionistas (shareholder) virá o capitalismo das partes interessadas (stakeholder). Para o primeiro, valia lucrar até com a matança de índios e a destruição da floresta. Para o novo capitalismo, a palavra-chave é sustentabilidade. É inevitável: o novo sempre vem.

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Obras paralisadas

Sob as mais diversas alegações, obras de vulto e de grande significado para Rondônia estão parando ou  suspensas de vez. A coisa vai desde o Espaço Multieventos no Parque dos Tanques, onde seriam construídos um centro de convenções e bumbódromo, a ponte do Abunã na BR- 364 ( que só faltam aterros e obras de arte) a Usina Hidrelétrica de Tabajara, com entraves ambientais no Rio Ji-Paraná, próxima a Machadinho do Oeste. E temos ainda a pavimentação da 319 por um fio. A Era do coronavírus veio pesada

Clãs políticos

A tradição dos clãs políticos rondonienses é de cassação  de mandatos e embaraços com a justiça dos seus representantes, seja dos patriarcas, esposas, filhas, filhos, irmãos, etc. No clã Muletas, onde o ex-prefeito José Amauri e o deputado Batista das Muletas já foram enquadrados, agora temos a cassação da deputada estadual Cassia dos Muletas. Tudo tão recorrente em Rondônia tratando-se dos clãs políticos regionais que contam com apoio do eleitorado de suas cidades para se perpetuarem em cargos públicos como carrapatos.

Briga na justiça

Os prefeitos que pleiteiam a reeleição em Rondônia, mesmo com o aumento dos casos do novo coronavírus em suas municipalidades, estão abrindo quase tudo, aumentando as possibilidades da doença explodir de vez. E com apoio do presidente Jair Bolsonaro que é a favor da volta as atividades do comércio e indústria, os alcaides estão enfrentando a justiça, que diga-se de passagem, tem cortado as asinhas dos políticos. Onde isso vai acabar ninguém sabe, enquanto o vírus vai tomando conta do País.

Especulações

 O noticiário político local está mixuruca e deverá miar ainda mais caso aconteça o adiamento das eleições municipais de outubro. Mas algumas especulações estão aí no cenário local, como a possibilidade do delegado Eliseu Miller (excelente xerife) ser guindado a condição de candidato a prefeito pelo Solidariedade, liderado no estado pelo ex-governador tampão Pereirinha. Neste caso, Mauro Nazif (PSB) perderia o apoio de um aliado, caso de Daniel Pereira que quer criar asas para 2022.

 Bem nublado

Com um panorama político extremamente nublado em Porto Velho, os partidos estão movimentando  as primeiras peças no tabuleiro eleitoral. Existe um jogo de espera, para ver quem é quem nas paradas. Na verdade todo mundo aguarda o posicionamento do favorito da temporada, o deputado federal Leo Moraes (Podemos). Em cima desta definição, candidato ou não, serão formuladas as estratégias de campanha. Se Leo desistir, todo mundo comemora, não desistindo taca-lhe o pau no cara!

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Via Direta

*** Com o desemprego crescente, restaurantes falidos, camelôs urrando, estão voltando os marmitex de R$ 5,00 na capital *** E até neste caso, temos as queixas da falta de clientes, como faltam nas lojas de roupas, calçados, papelarias impedidas de trabalhar *** E a economia de Porto Velho estaria pior ainda  se houvesse atrasos no pagamento dos servidores estaduais, municipais e federais.*** A economia do contracheque ainda é poderosa na terrinha *** Neste particular o governador Marcos Rocha, o prefeito Hildon Chaves e o presidente da Assembleia Legislativa Laerte vão garantindo a rapadura *** A população não acredita que os mauricinhos e patricinhas que promoveram festerês em plena era do coronavius serão punidos *** A tradição por aqui quando se trata de filhos de papai riquinhos é o abafa. Os nomes dos envolvidos nem chegam a imprensa para serem divulgados.  

Carlos Sperança

 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Site Onortao não tem responsabilidade legal pela “OPINIÃO”, que é exclusiva do autor.