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Agronegócios

Argentina confirma resistência de tipo de Buva a 3 moléculas

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A Associação Argentina de Produtores de Plantio Direto (Aapresid) publicou um “alerta amarelo”, confirmando que um biótipo de buva da espécie Conyza sumatrensis desenvolveu resistência aos herbicidas hormonais 2,4D e Dicamba e ao inibidor de PPO saflufenacil. Essa planta daninha já havia mostrado resistência ao glifosato e aos inibidores da ALS.

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A equipe de consultores e pesquisadores confirmou que o problema ocorreu na pré-emergência: “A resistência nesta fase é muito preocupante, pois essa prática é amplamente usada para o controle da buva em pousios de inverno, em culturas de inverno como trigo e cevada, além da soja”. Assim, “estamos diante de um novo alerta amarelo de suspeita de resistência para a Rede de Manejo de Pragas (REM)”, informou Aapresid.

Segundo os pesquisadores, ainda é registrado um bom controle com a flumioxazina e a terbutilazina (como herbicidas pré-emergentes para uso no trigo) e a atrazina (pousio em milho). Enquanto isso, dizem eles, a possível perda desses valiosos ingredientes ativos reduz bastante as alternativas de controle químico. Outra estratégia possível é a incorporação da técnica chamada de “Doble Knock Down” (DKD).

“A Conyza sumatrensis causou muitos problemas aos produtores há alguns anos, mas, ao mudar o manejo, foi possível conviver com ela e mantê-lo afastada. Com o surgimento da resistência à ALS e a confirmação dessas novas suspeitas, tudo sugere que ela se posicionará novamente como uma [das daninhas] mais difíceis nos próximos anos”, conclui a Aapresid.

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