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Arapongagem em MT: Depoimento do cabo Gerson é enviado a ministro do STJ

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O juiz da 11ª Vara da Justiça Militar de Cuiabá, Murilo Moura Mesquita, determinou o envio do depoimento do cabo da Polícia Militar, Gerson Luiz Corrêa Júnior, ao ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell Marques. A medida atende a um pedido do Ministério Público do Estado em razão de um inquérito que tramita no STJ e que apura a suposta participação do governador Pedro Taques (PSDB) no esquema de interceptações telefônicas ilegais contra adversários políticos, conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.

A decisão foi publicada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso nesta segunda-feira (6). Gerson Côrrea é apontado como um dos operadores do sistema de grampos. Em depoimento à 11ª Vara, no dia 28 de julho de 2018, o cabo Gerson relacionou o governador e seu primo, o ex-secretário-Chefe da Casa Civil, Paulo Taques, às escutas ilegais acusando-os de serem os donos do suposto esquema. “Ademais, havendo conexão entre o presente feito e o inquérito policial, avocado pelo STJ, defiro o pleito do Ministério Público para determinar a remessa de cópia da mídia digital contendo o interrogatório do réu CB PM Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, a ser dirigido ao Ministro Mauro Campbell”, diz trecho da publicação.

Além do STJ, o juiz também determinou o envio do depoimento aos delegados da Polícia Judiciária Civil (PJC), Flávio Stringueta e Ana Cristina Feldner. Ambos presidiam inquéritos no órgão no período em que o caso, que também envolve civis, era conduzido no Tribunal de Justiça pelo desembargador Orlando Perri, em outubro de 2017.

Na época, o ministro Mauro Campbell Marques reivindicou o processo ao STJ pelo fato de envolver autoridades com prerrogativa de foro, no caso o próprio governador Pedro Taques.

TORNOZELEIRA – Na mesma decisão, o juiz Murilo Moura Mesquita negou a retirada da tornozeleira eletrônica do coronel PM Ronelson Jorge de Barros, que também chegou a ser preso em 2017 e que hoje cumpre medidas cautelares. O oficial da PM alegou que com o fim da instrução processual, não haveria justificativa para a utilização do dispositivo.

O magistrado, no entanto, explicou que os motivos que levaram Ronelson à prisão, e seu posterior relaxamento, ainda permanecem.

O juiz também sinalizou que o julgamento do caso – que envolve ainda o coronel PM e ex-Comandante-Geral da Corporação no Estado, Zaqueu Barbosa, o também coronel PM e ex-Secretário-Chefe da Casa Militar, Evandro Lesco, o tenente-coronel PM Januário Edwiges Batista, além do próprio Gerson Côrrea -, não “tardará”.

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