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Após entregar restante de vacinas prontas, Butantan paralisa envios por 13 dias


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O Instituto Butantan entregou, nesta segunda-feira (19/4), ao Ministério da Saúde, o restante das doses da CoronaVac que estavam prontas. O montante de 700 mil unidades é o último que será disponibilizado em abril, devido aos atrasos na chegada da matéria-prima necessária para a produção do imunizante, que vem da China.

A partir do novo lote de 3 mil litros do insumo farmacêutico ativo (IFA), recebido também nesta segunda, o instituto paulista começará a produção de mais 5 milhões de vacinas. Mas estas só começarão a ser entregues a partir de 3 de maio. Ou seja, o Butantan ficará mais de uma semana sem fazer entregas ao Programa Nacional de Imunização (PNI).

“De fato, houve atraso (no recebimento do IFA) de mais de 10 dias. A burocracia é uma dificuldade e nós estamos trabalhando no sentido de vencer isso. Existe uma demanda muito grande de vacinas do mundo todo a partir da China, e isso tem redundado nesses atrasos. Estamos fazendo todo esforço para acelerar a produção (…) para que essas vacinas sejam entregues o mais rapidamente possível. A partir do dia 3 de maio nós voltamos a entregar vacinas”, confirmou o diretor do Instituto

Com a nova entrega, o Butantan já totaliza 41,4 milhões de doses da CoronaVac disponibilizadas ao governo federal. No contrato firmado com o Ministério da Saúde estava prevista a entrega de 46 milhões de unidades até o fim de abril, mas devido ao atraso na chegada do IFA, as 4,6 milhões de doses faltantes serão entregues só em maio.

O governador de São Paulo, João Doria, reconheceu o atraso. “A partir do dia 3 de maio, com os insumos que chegaram hoje, nós estaremos entregando a vacina do Butantan para o Ministério da Saúde. Portanto, temos aí três dias de atraso”, disse Doria, reforçando a necessidade da chegada de outros imunizantes.

O governador paulista ressaltou que a maior parte das vacinas aplicadas é do instituto paulista. “De cada 10 brasileiros que tomam a vacina no braço, oito tomam a vacina do Butantan”, afirmou.

Correio Brasiliense