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Apesar de parecido com o português, espanhol pode confundir brasileiros


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À primeira vista (ou escutada) o espanhol soa familiar aos ouvidos brasileiros. Muitas palavras, de fato, que parecem portuguesas tem o mesmo significado. É o caso do cumprimento “hola” que representa o “olá” no Brasil.

Mas, apesar de serem idiomas semelhantes, as duas línguas têm muito mais diferenças do que se imagina. Por isso, quando um brasileiro visita um dos seus vizinhos, como Argentina ou Chile, logo é desmascarado por não ser fluente.

O portunhol se tornou popular na América e representa a tentativa de um turista falar o idioma do outro. Tanto os falantes de espanhol tentam arriscar o português, quanto os brasileiros usam o que acreditam serem palavras iguais do espanhol.

Falsos cognatos

Os falsos cognatos são aquelas palavras que enganam, pois são compreendidas pelo idioma de quem ouve. Por exemplo: se um argentino perguntar a um brasileiro qual é o seu apellido, talvez esse responda com o nome pelo qual é chamado por amigos e familiares. No entanto, apellido, em espanhol, significa “sobrenome”.

Outra pegadinha que pode prejudicar a comunicação — e até o apetite — de quem não fala espanhol é o termo “pastel”. Em muitos países falantes de espanhol, pastel é o mesmo que bolo e não aquela massa frita que se come nas feiras brasileiras.

Que brasileiro iria imaginar que várias palavras em espanhol, como por exemplo, “copo” significa “floco de neve” e que “taller” não tem na cozinha, mas se trata de uma oficina? No dia a dia, essas diferenças podem até divertir, mas, principalmente, confundir as pessoas envolvidas na comunicação.

Motivos para aprender

Para quem deseja viajar por um bom tempo para um país de origem espanhol, é aconselhável se dedicar antecipadamente à língua. Embora o portunhol possa dar conta de situações mais simples, somente o conhecimento do espanhol será capaz de abrir as portas para experiências inesquecíveis.

Em Machu Picchu, por exemplo, a excursão que explica as histórias das ruínas pode ser muito melhor aproveitada no idioma nativo. O mesmo vale para os passeios em Bariloche, na Argentina e até mesmo na Espanha, país que deu trouxe essa língua para as Américas.

Além disso, o mercado de trabalho está exigindo cada vez mais falantes de espanhol. Como os negócios com países vizinhos aumentaram nos últimos anos, é compreensível que as empresas queiram expandir a atuação para essas localidades. Nesse sentido, não basta ser fluente em inglês, mas saber se comunicar no idioma do país.

Para quem não tem tempo de investir em aulas particulares, aplicativos como a Babbel, por exemplo, tem revolucionado o aprendizado de línguas, pois ele permite o estudo do inglês, espanhol, entre outros idiomas de forma prática e em qualquer lugar. Além disso, outras formas que ajudam bastante para aprender qualquer idioma é assistir séries e filmes legendados, ler na língua desejada, envolver no seu dia a dia aos poucos o idioma.

Desse modo, há inúmeros motivos para aprender espanhol. O indivíduo escapa do “portunhol”, pode ter maior autonomia e descobertas em viagens, além de garantir um diferencial para o currículo. Mesmo semelhante ao português, esse idioma exige estudo e atenção especial como qualquer outro.

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