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Saúde

Anemia atinge 30% da população mundial


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A anemia atinge 30% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os fatores que desencadeiam o problema, 90% dos casos são por deficiência de ferro, nutriente fundamental para a produção dos glóbulos vermelhos. Seus níveis baixos no sangue comprometem a produção de hemoglobina, responsável pelo transporte do oxigênio dos pulmões até todas as células do corpo humano, causando sérios danos ao organismo. 

Nas crianças e adolescentes, por exemplo, a deficiência de ferro interfere no aproveitamento escolar, no desenvolvimento psicomotor e fortalecimento da imunidade. Em adultos, está associada, principalmente, a cansaço, tonturas, falta de apetite, dores de cabeça, queda de cabelo, unhas fracas, sendo as mulheres em idade reprodutiva as mais vulneráveis, já que a menstruação e a gravidez, período em que o bebê utiliza muito ferro da mãe, contribuem para agravar o problema.

Atletas de alta performance também devem ficar atentos. “Neste grupo, além de a causa estar relacionada à falta de uma dieta alimentar rica em ferro ou proteína, a baixa deste nutriente pode estar associada ao aumento da fragilidade da membrana eritrocitária, devido insuficiência de oxigênio e a perda de ferro no suor, urina e fezes”, adverte Leandra Sá de Lima, consultora farmacêutica da Farmacotécnica. Quando isso ocorre, a anemia diminui a oferta de oxigênio e o desempenho físico, podendo levar ainda a quadros de fadiga.

Quando a anemia está instalada, o tratamento é realizado por meio da administração de sais de ferro. No entanto, o sulfato ferroso – forma de suplementar ferro mais utilizada, pode causar efeitos indesejáveis, o que dificulta a adesão dos pacientes à suplementação e retarda a normalização do mineral no sangue. Para ter uma ideia, entre 15% das mulheres que têm deficiência de ferro, 73% delas disseram ter algum desconforto com a suplementação deste nutriente.

Para evitar os efeitos colaterais, pode-se utilizar o mineral na forma de ferro quelado. A molécula que liga o ferro aos aminoácidos minimiza os efeitos indesejáveis e otimiza sua absorção. Entretanto, ainda assim, algumas pessoas têm dificuldade na absorção e utilização do ferro. A opção nesses casos é o uso da Lactoferrina, considerada uma proteína multifuncional, por ter atividade antibacteriana, antifúngica, antiviral, antiinflamatória e imunomoduladora. Naturalmente produzida por células epiteliais, ela ajuda a regular a absorção de ferro no intestino e a entrega deste nutriente para as células.

A administração oral de lactoferrina aumenta significativamente o número de glóbulos vermelhos, hemoglobina, ferro sérico total e ferritina sérica após 30 dias de uso. Por não provocar efeitos gastrointestinais adversos, as pessoas que realizam essa suplementação têm maior adesão ao tratamento. Lembrando que isso deve ser feito sempre com o acompanhamento de um profissional adequado”, conclui a farmacêutica. Uma atenção deve ser tomada – o produto é obtido do leite de vaca e pode conter traços de lactose, sendo contraindicado para pacientes com intolerâncias graves.

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