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Andropausa: fase da vida do homem não é tabu


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Por: Ladinne Campi

Ao contrário do que muitos acreditam, a andropausa não é a “menopausa do homem”. Baixa de testosterona ocorre a partir dos 45 anos e pode ser suprida para garantir qualidade de vida

A partir da quarta década de vida, ocorrem diferentes transformações no organismo. A temida menopausa sinaliza que os ovários femininos já não produzem os hormônios estrogênio e progesterona. Neste caso, o declínio hormonal significa a parada definitiva da menstruação – mas não só isso: sintomas como fogachos (ondas de calor), secura vaginal, diminuição da libido, queda de cabelo, entre outros, são comuns.

Mas, transformações não ocorrem apenas entre mulheres e, ao contrário do que muita gente acredita, os homens também são significativamente impactados nesta fase da vida. Antes que você se pergunte… Não! Não existe “menopausa masculina”, afinal, eles não “pausam” a produção de hormônios. Porém, ocorre uma significativa redução de testosterona, hormônio responsável pelas características masculinas.

Mas, afinal, o que isso significa? Que mudanças de humor e atitudes podem se manifestar. Por exemplo:

  • Cansaço físico;
  • Esgotamento mental (problemas de concentração e memória);
  • Perturbações no sono;
  • Falta de motivação e leves sentimentos de depressão;
  • Alterações na função sexual (redução da libido, de ereções espontâneas e da fertilidade);
  • Diminuição do tamanho dos testículos;
  • Mudança na composição corporal (aumento da gordura, redução da massa e força muscular, perda da densidade óssea).

TRATAMENTO

Cerca de 30% dos homens acima de 50 anos são afetados pelo DAEM (Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino). Felizmente, o tratamento pode amenizar os sintomas, garantir uma melhor qualidade de vida do paciente e até evitar complicações, como doenças cardíacas, anemia e osteoporose.

Contar com um acompanhamento associado entre especialistas da área de endocrinologia e urologia é fundamental. A partir dos sintomas, a equipe deverá indicar o melhor tratamento, que inclui a terapia de reposição hormonal. Esta pode ser feita seguindo duas linhas:

1. Medidas farmacológicas: Através de cápsulas é possível aumentar os níveis de testosterona. No mercado, existem medicamentos com poucos efeitos colaterais.

2. Injetáveis: Injeções mensais de testosterona são a alternativa mais usada no Brasil.

Vale lembrar que os tratamentos acima, quando não indicados, podem causar infertilidade, aumentar o risco de desenvolver trombose e doenças no coração. Distúrbios metabólicos, câncer de próstata e de mama são outros problemas que podem fazer parte das reações adversas.

Em geral, manter bons hábitos de vida ajuda – e muito – a minimizar os sintomas da andropausa. Praticar exercícios físicos regulares, fazer uma gestão do estresse, dormir bem e manter uma alimentação leve e equilibrada, rica em itens como:

  • Batata doce: carboidratos são muito importantes para a produção de testosterona;
  • Gema de ovo: o colesterol também estimula o hormônio;
  • Atum: Em geral, alimentos ricos em vitamina D são benéficos para este fim;
  • Óleo de oliva extra virgem: Um estudo constatou que o ingrediente, quando usado por apenas duas semanas como principal fonte de gordura, aumentou em 17% os níveis de testosterona de jovens.

Em contrapartida, os maus hábitos podem provocar uma baixa na testosterona, sobretudo o consumo excessivo de bebida alcoólica e o aumento da circunferência abdominal. Especialistas também reforçam que o grupo de risco está associado a pessoas diabéticas.

Com menos frequência, razões congênitas podem levar a andropausa antes dos 40 anos. Procedimentos cirúrgicos ou tratamentos de algumas doenças também podem ser responsáveis pela queda hormonal.

SAÚDE NÃO É TABU

Comprovadamente, os homens cuidam menos da saúde, quando comparado às mulheres. De acordo com o Centro de Referência em Saúde do Homem, 50% do público masculino negligencia a saúde, uma vez que só procuram ajuda médica diante de sintomas que comprometem a rotina. Dados do Ministério da Saúde afirmam que somente no ano de 2017, o público feminino realizou 80 milhões de consultas a mais. Além disso, elas são responsáveis por influenciar 70% das consultas masculinas.

Quando se fala em andropausa, os tabus que existem por trás do tema tornam a busca por ajuda ainda mais desafiadora. Uma pesquisa da Universidade americana de Connecticut descobriu que, em geral, homens acreditam que ir ao médico representa fraqueza ou dependência.

Temendo comprometer a masculinidade, o público masculino também negligencia os cuidados com a alimentação e a prática de atividades físicas.

Este reflexo cultural também impacta a andropausa, já que sintomas persistentes e não tratados prejudicam a qualidade de vida. Por isso, vale sempre reforçar que o hábito de se cuidar é decisivo para viver bem hoje e garantir a longevidade.

Semprebem.paguemenos.com.br

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