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Justiça

Advogado de João Arcanjo Ribeiro afirma que cliente não voltaria a cometer crime com o bicho

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O advogado Zaid Arbid acredita que seu cliente João Arcanjo Ribeiro não é um “homem com princípio de idiotice e imbecilidade” para “voar para trás” e cometer crimes relacionados ao jogo do bicho. O ex-comendador teve a prisão preventiva decretada durante a deflagração da Operação Mantus, na manhã desta quarta (29), por suposto envolvimento na jogatina e de ainda comandar a organização no Estado. O defensor jurídico tentará restabelecer a prisão domiciliar dele.

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“Não acredito que Arcanjo seja um homem contrário a realidade. Um homem com principio de idiotice e imbecilidade. Última coisa que penso que Arcanjo seja é que vá congregar burrice. Não!”, exclama a jornalistas no Fórum de Cuiabá, momento antes da audiência de custódia que mantevem o ex-comendador preso.

O advogado disse não acreditar que Arcanjo tenha participação na organização, como aponta as investigações da Operação Mantus. Para ele, “é muito fácil descaracterizar” os fatos para incriminar seu cliente. O advogado vê que, o período superior a 14 anos em que o bicheiro esteve preso, não o faria cometer mais crimes. “Ele não ia voar para trás. Eu acho que o vôo dele é para frente. Jamais iria voltar para trás e praticar a mesma coisa”, disse.

Para Zaid, “os fatos que informaram até agora não são reais. Eles agridem a verdade real”. E completa: “João Arcanjo Ribeiro será sempre uma ameaça para esse suposto detentor do primeiro jogo do bicho”. A referência faz ao suposto rival, o empresário Frederico Muller Coutinho, que comandaria pontos do jogo do bicho em Mato Grosso e também foi preso nesta quarta (29).

Os pesos contra Arcanjo

Zaid cita cinco aspectos que pesariam contra Arcanjo e que levaram a Justiça a decretar sua prisão preventiva.

O primeiro ascpecto faz referência a uma transação financeira de R$ 20 mil em espécie. De acordo com o advogado, o ex-comendador teria pedido para seu genro Geovanni Zem acertar um pagamento com o assessor jurídico do escritório onde Zaid trabalha. O dinheiro seria usado para quitar uma fiança de R$ 80 mil, parcelada em quatro vezes, que Arcanjo daria à Justiça Federal. “Aquela parcela de R$ 20 mil em maio está explicada”, pontuou.

Agora, entenderam que essa máquina fosse caça-níquel. E não é isso

Zaid Arbid

No segundo aspecto, Zaid faz referência a um episódio que quase levou Arcanjo de volta para a prisão. Um homem identificado como Jorge Toniazu teria denunciado ter sido agredido a mando do bicheiro. Mas, em uma audiência no Fórum de Cuiabá, o homem declarou que não conhecia o Arcanjo e que não tinha o visto.

No terceiro, o advogado cita que seu cliente teria autorizado o envio de valores ilícitos por meio de um conhecido para o Uruguai em benefício da família – ex-mulher e filho. Essa pessoa possui passagem policial, enfrenta processos na Justiça e passou por uma casa de câmbio para fazer a conversão da moeda. “Não acredito. Nenhum de nós cometeria uma estupidez dessa”, garante.

No quarto aspecto, Zaid conta que Arcanjo teria pedido para Geovanni levar uma máquina para o médico onde fazia uma consulta. “Agora, entenderam que essa máquina fosse caça-níquel. E não é isso. Geovanni trabalha com máquina de cartão de crédito”, disse. No entanto, os equipamentos fazem parte do esquema e são utilizadas para venda do jogo do bicho.

Já no quinto e último aspecto, o advogado destacou o valor de mais de R$ 200 mil encontrados em sua casa, após busca e apreensão dos policiais. Zaid conta que vai apresentar a declaração de imposto de renda de R$ 167 mil “para mostrar que tem origem lícita”.

(RD NEWS)

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