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Acusada de mandar matar o marido mentiu ao amante que era agredida e que filhos foram frutos de estupro


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Danielle Reis de Souza Siman, 36 anos, acusada de mandar matar o marido, Geraldo Jamil Siman Moreira, 51 anos, teria mentido ao amante, Gabriel Brito Gabiato Pires, de 18 anos, que era agredida pelo esposo e que seus filhos foram frutos de estupro e abusos. Este, segundo as investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), seria um dos motivos que levou o jovem a tramar o assassinato junto com a suspeita.
 
A vítima foi morta com três tiros na cabeça, em frente à própria casa. A esposa de Geraldo foi presa nesta quarta-feira (20). Ela é apontada como uma das mandantes do homicídio junto com o amante, Gabriel que teria contratado duas pessoas para execução do crime, sendo um deles Atailson Espírito Santo, 27 anos, que também foi preso.
 
Com a prisão de Gabriel a investigação descobriu uma trama sórdida alimentada por Danielle. A mulher mantinha há quase dois anos relacionamento extraconjugal com o amante. Ela dizia a ele que sofria constantemente agressões físicas do marido e que um de seus dois filhos era fruto de estupro praticado pelo esposo, e o segundo engravidou em momento que ele (marido) tinha se aproveitado do seu estado de embriaguez.
 
A mulher também falava ao amante que não mantinha relações sexuais com o marido. “Ela se passava de sofrida para Gabriel, alimentando raiva da vítima. Em nenhum momento ela (Danielle) tirou a ideia da cabeça dele”, disse a delegada Eliane de Moraes, responsável pelo caso.
 
A delegada Eliane de Moraes ressaltou que  Danielle será interrogada nesta manhã, mas que as investigações são contundente sobre sua influência para o cometimento do crime. Conforme a delegada, provas materiais depõem também contra a mulher.
 
A investigação caminhou, inicialmente, com imagens de câmeras de segurança, que mostraram a motocicleta e pela placa os policiais chegaram até uma pessoa que informou aos policiais que havia vendido a motocicleta para Atailson.
 
Segundo as investigações comandadas pela delegada, o piloto e o executor ficaram dois dias de tocaia em uma casa abandonada, ao lado da residência da vítima, esperando o momento certo para assassiná-lo. No dia 17 de janeiro, a vítima, que tinha o costume de sair bem cedo de casa, se atrasou e o plano foi adiado. No dia seguinte, 18 de janeiro, às 5 horas da manhã, a vítima foi executada. O valor pago foi de R$ 15 mil.

O crime
 
Um homem de 51 anos, identificado como Geraldo Jamil Siman de Moreira, foi morto na manhã do dia 18 de janeiro, após ser atingido por dois disparos de arma de fogo, quando saia para trabalhar, no bairro Cidade Verde, em Cuiabá.
 
Conforme as informações da Polícia Civil, a vítima estava saindo para trabalhar quando foi abordada pelo criminoso. O suspeito mandou que Geraldo deitasse no chão e efetuou dois disparos de arma de fogo na região da cabeça.
 
A vítima morreu na hora e o criminoso fugiu logo em seguida. Geraldo não tinha passagens pela polícia.
 
Uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) apenas constatou o óbito.

(olhardireto)

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