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Mato Grosso

ACUSAÇÃO NO INDEA: Janaina diz que denúncia é grave e quer presidente afastado

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A deputada estadual Janaina Riva (MDB) classificou como “muito grave” a denúncia de assédio sexual contra o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), Marcos Catão Dornelas Vilaça.

A acusação foi feita por uma ex-servidora do órgão, que tem 19 anos. O caso ocorreu em novembro de 2020, mas só veio à tona na segunda-feira (11).

Janaina foi quem repercutiu o caso nas suas redes sociais. Ela pediu o afastamento do presidente.

“É uma situação grave que precisa de uma resposta urgente do governo, com certeza. Muito grave”, resumiu a deputada ao MidiaNews.

Ela disse ter conversado com o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho (DEM), sobre o caso. O Governo vai abrir uma investigação para apurar o episódio.

Conversei com o secretário, pedi para que ele avaliasse o afastamento. Ele ficou de sentar hoje ainda

“Conversei com o secretário, pedi para que ele avaliasse o afastamento. Ele ficou de sentar hoje ainda. Vai ter uma conversa com o presidente do Indea, mas senti que a decisão vai ser realmente afastá-lo do cargo”, afirmou Janaina.

“Ele disse ‘deputada, vou levar em consideração, vamos sentar com o governador e resolver essa situação’. É o que acredito que ele vai fazer, afastar o presidente”, acrescentou.

“Massageou o pênis”

A jovem relatou no boletim de ocorrência que já trabalhava com Marcos havia sete meses. Quando ele assumiu o cargo de presidente, a jovem foi convidada a ser assessora.

A vítima contou que, nos últimos quatro meses de trabalho, precisava entrar com frequência na sala do presidente para servir café e mostrar o cardápio para ele pedir suas refeições, além de outras atividades que não compreendem suas funções como servidora.

No dia 12 de novembro do ano passado, ao entrar na sala para repor garrafas de água, a jovem passou a ser assediada por Marcos, conforme o boletim de ocorrência.

A ex-servidora relatou que o presidente disse que “ela não precisava ficar de máscara [contra a Covid-19] na sala dele e, enquanto falava e olhando para a vítima, passou a massagear o pênis por cima da calça”.

A jovem disse, ainda, no documento que ficou quem “choque”, mas mesmo assim foi trabalhar no dia seguinte. Porém, ao contar a situação para seu pai, ele a orientou a pedir exoneração e registrar o boletim de ocorrência para evitar que isso pudesse acontecer com outras mulheres. A exoneração da garota foi publicada um mês depois do assédio.

Midia News