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A VIDA MATERIAL TAMBÉM É ESPIRITUAL – José de Paiva Netto


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Não culpe a Deus por suas más escolhas 

Urge realçar que muita gente que toma decisões impetuosas e, por consequência, comete equívocos, depois, quer sempre pôr a culpa em Deus, cuja existência, em geral, paradoxalmente nega. O ser humano até agora não aprendeu a amar e, dessa forma, mata, suicida-se, envenena, acaba com tudo, não é solidário, mas, sim, solitário, porque ainda se comporta egoisticamente. Depois, com imaturidade, responsabiliza o Pai Celestial, o Cristo, o Espírito Santo, o Evangelho, o Apocalipse e tudo o que estiver à sua frente, menos a si próprio. E vai-se dando mal por agir assim, inadvertidamente. É necessário, cada vez mais, conscientizarmo-nos de que a morte não extingue a vida e de que a nossa conduta impacta a saúde espiritual, política e social dos povos. A existência é eterna e contínua. As escolhas de hoje moldam os nossos destinos e os das gerações no amanhã.  

 

Daí ter, muito sabiamente, Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da LBV, encerrado o seu poema A voz do Apocalipse com as seguintes estrofes:

— (…) Sejamos todos um no Pai que tudo vê! 

Um só rebanho existe, alerta, ao chamamento 

Do Pastor Celestial, nosso Bem, nosso Norte! 

Venham, porque terão na sua LBV, 

Marchando sempre à luz do Novo Mandamento, 

Segurança na vida e salvação na morte!… 

(O destaque é meu.)

A Legião da Boa Vontade e a Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo acolhem ecumenicamente — sem conflitos nem sectarismos — a todos os que desejam seguir pelas estradas do Amor Fraterno e da Justiça de Deus, percorrendo-as com passos firmes, seguros e solidários, jamais se envergonhando de seus atos, pois fundamentados estarão na Ordem Máxima do Cristo:

— Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. Não há maior Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos. E vós sereis meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando. E Eu vos mando isto: amai-vos como Eu vos amei (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35; e 15:13, 14 e 17).

José de Paiva Netto