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A tecnologia agregando valor ao trabalho do corretor

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Se tem uma ideia em comum na área de seguros é de que é preciso entender o novo cliente e usar a tecnologia como aliado do corretor. O debate não foi diferente no painel “Tech em Prol da Experiência do Usuário – O que vem por aí?”, que compôs o CQCS Insurtech e Inovação na última quinta-feira (02.08), em São Paulo.

“A tecnologia não substitui o corretor, mas agrega valor”. A frase é de Enrico Ventura, diretor-gerente de Operações e Sinistro da Bradesco Auto; que teve a companhia, neste debate, de Cristiano Barbieri, diretor de Inovação, Analytcs e Tecnologia da SulAmerica Seguros; além de Wilson Leal, diretor de Tecnologia da Tokio Marine.

“O mundo digital permite que os clientes interajam mais com seus produtos e serviços contratados de diversos segmentos, de forma diária, melhorando o uso e a percepção com relação ao que estão comprando”, acredita Ventura.

Para tanto, o diretor da Bradesco Auto faz uma análise sobre os novos comportamentos dos consumidores. “O primeiro passo é entender que a tecnologia é o ponto para que se resolva qualquer questão da nossa indústria. Depois é preciso mudar o comportamento para que se introduza nesse processo. Tem de entender que a relação de empresas mudou, agora é de parcerias. Não dá para ter e fazer tudo. E também é diferente a relação corretor-seguradora e cliente. O cliente é quem manda”, explica.

Ventura entende ainda que é preciso estar 24 horas presente em várias plataformas, inclusive de geolocalização como o Waze, com o máximo de qualidade no atendimento.

E qual seria o entrave para que o mercado de seguros esteja mais inserido digitalmente? “Cultura”, disse Barbieri. “É preciso entender que tem de mudar, fazer plano de mudança e executar. Para que isso aconteça, ter um time com diversidade é importante”, completou.

Segundo ele, com um time diversificado, o pensamento também é diversificado. “É imprescindível ter gente que pense ‘fora da caixa’”, disse. Ainda de acordo com executivo, a SulAmerica vem obtendo sucesso quando começou a mudar o seu “mindset”.

Quando o assunto é novos clientes, o Barbieri acredita que é preciso aproveitar a audiência dos brasileiros na internet. “Hoje, as pessoas são empoderadas. Se a média de pessoas conectadas no mundo é de 8 a 9 horas por dia. No Brasil, elas ficam 11 horas na web”, disse.

Wilson Leal ratifica esse pensamento e também faz uma análise comportamental dos consumidores. “Hoje o usuário é mais exigente, qualificado e está presente em vários canais. O cliente é influente e gosta de acompanhar e compartilhar suas experiências, quer sempre novidades e respostas rápidas. O desafio é entender o que eles querem e fazer os produtos como eles querem. Temos uma grande jornada pela frente”, reflete.

De acordo com sua apresentação, os bancos estão um pouco na liderança no que se refere a negócios digitais; em segundo vem Telecom; e apenas “10% de empresas de seguros estão experimentando e se reinventando”.

Para ele, há quatro dicas básicas para o corretor que não tem investimento se tornar digital: fazer marketing e vendas pelas redes sociais; mobilidade – o corretor tem que atuar em qualquer lugar; um site para ter a marca na internet; e conhecer o cliente para que a venda seja construtiva.

Barbieri também aproveitou para dar dicas de como atua na empresa, a qual representa. Segundo ele, os projetos são trabalhados em três etapas: hipótese – análise de possibilidades; validação – lançamento rápido; e negócio – com base em experimentação. “As empresas digitais fazem tudo rápido, analisam os dados sempre, e tem a cultura de fazer o cliente experimentar”.

Depois de seguir essas orientações, o que vem por aí?  Segundo o diretor de tecnologia da Tokio Marine, “precificação personalizada, prevenção de fraudes em tempo real; e redução do trabalho operacional do corretor a medida que os clientes consigam usar ferramentas”, concluiu.

SOBRE O CQCS INSURTECH & INOVAÇÃO

O maior encontro em inovação de seguros da América Latina aconteceu na cidade de São Paulo, nos dias 1º e 2 de agosto. O CQCS Insurtech & Inovação reuniu as mais modernas seguradoras do mercado, insurtechs, aceleradoras, investidores e empreendedores do setor, além de representantes da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP); da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP); e da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

Entre os palestrantes estavam nomes como Caribou Honig, Chairman da InsureTech Connect; Iván Ballón, Desenvolvedor de Negócios da América Latina e Ibéria da FRISS; Josep Celaya, diretor Corporativo Mundial de Inovação da MAPFRE; Ingo Weber, CEO da Digital Insurance Group; Marcelo Blay, fundador e CEO da Minuto Seguros; Andre Gregori, CEO & CET da Thinkseg; Heverton Peixoto, CEO do Zim; entre outros. Para saber mais, acesse http://cqcsinsurtech.com.br/.

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