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A obesidade e sua difícil relação com a Covid-19


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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de indivíduos diagnosticados com obesidade no mundo até 2025 será de 700 milhões de pessoas. Como forma de alertar a população para os riscos provocados pela Obesidade, foi instituído o Dia Mundial da Obesidade. No Brasil, existem mais de 20 milhões de indivíduos obesos, sendo que 56% da população está acima do peso.

Um alerta emitido pelo governo britânico indica que pode haver uma relação entre a obesidade e as formas mais graves de infecção pela Covid-19. Segundo o estudo liderado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Auditoria em Terapia Intensiva do Reino Unido, sete em cada dez pacientes com coronavírus em UTIs no Reino Unido são obesos.

Os múltiplos fatores que aumentam o risco de pessoas acometidas com obesidade perante à Covid-19, são outras doenças metabólicas, como hipertensão arterial e diabetes tipo 2 – ambas são fatores de risco para as formas mais graves de Covid-19.

“Sabemos que as pessoas obesas, com IMC superior a 40 kg/m2, estão mais sujeitas a ter complicações de gripes comuns, e mesmo quando estão vacinadas elas têm uma proteção diminuída contra o vírus influenza. Se considerarmos ainda que 5% dos infectados pela Covid-19 irão precisar de UTI, temos um cenário que para o paciente obeso é ainda pior. Nos hospitais faltam leitos apropriados para essa parcela da população, a intubação é mais difícil e na maioria das vezes não há aparelhos de imagens disponíveis que atendam às necessidades físicas de pessoas acima do peso”, afirma a dra. Teresa Bonansea, endocrinologista e professora do Curso de Medicina da Unisa.

 

Assessoria