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8 razões para viajar para o Peru agora (e voltar amando!)

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Pois é. E que me desculpem a Argentina e o Chile, mas o Peru simplesmente virou meu país preferido no quesito viagem aqui na América do Sul.

A minha preferência, claro, é absolutamente pessoal – foi fruto de uma paixão avassaladora e inesperada que eu tive pelo país dos antigos incas na minha última viagem, em maio de 2014, quando nem imaginava que viajar para o Peru fizesse com que o trio Lima, Cusco e Machu Picchu batessem forte no meu coração. Muito à frente de Buenos Aires e Santiago. #nãobriguem

Mas basta dizer isso para ver a galera arregalar o olho: “Como assim???????”. Teve gente até que nem deu crédito, e achou que eu achava isso porque, sei lá, tinha virado hippie ou coisa parecida (“blogueiro é meio bicho grilo mesmo” certamente foi o pensamento, por exemplo, dos meus tios engenheiros). Parecia até que torcer contra a Argentina no futebol pode, mas dizer que a terra dos alfajores e do Papa perdeu pontos na minha preferência viajante era quase um sacrilégio.

Por anos, mochileiros, trekkers e aventureiros era o típico estereótipo do viajante que ia ao Peru, atraído pelas trilhas incas, pela vibe paz e amor de Machu Picchu – e se quem não tem esse perfil tem até vontade de visitar o país, a vontade passa rapidinho com medo das trilhas e da altitude. Fora, claro, a época em que só se ouvia notícias ruins daquelas bandas, especialmente quando o país sofria com o terrorismo de alguns grupos guerrilheiros – na época era o Sendero Luminoso. Normal mesmo de não ter muita gente querendo ir para lá.

Felizmente, neste quesito as coisas mudaram, e para bem melhor. E agora o Peru está sabendo – e diga-se de passagem, bem melhor do que a gente – receber o turista estrangeiro de todas as procedências, idades, bolsos e gostos. De destino mochileiro e de aventura, virou roteiro romântico, de luxo, de compras e, especialmente, de gastronomia. Delícia.

1. MUSEO RAFAEL LARCO HERRERA

Fica em Lima e, juro que não é clichê, mas o Museu Larco é completamente diferente do que quase todos que eu já visitei.

Primeiro, porque é um museu privado, e isso faz toda a diferença. Começou com Rafael Larco, que descobriu algumas várias peças de cerâmica pré-colombianas durante suas escavações, e dedicou sua vida toda a pesquisas, escavações e estudo dos materiais que encontrava. Isso permitiu com que ele reunisse um dos melhores acervos de peças com até 10.000 anos, que reunidas contam muito da história de civilizações passadas que se equiparam aos antigos egípcios e à Índia e China antigas.

E também por ser um museu privado, o investimento e as tomadas de decisões para a melhor organização do acervo, restauração de peças e informações ao público são tomadas com mais rapidez – e o resultado é um museu super lúdico, com as peças muito bem organizadas em períodos históricos, o que faz com que um passeio por lá seja uma deliciosa aula de história antiga – e que, juro, não é chato em nenhum momento!

Dica matadora: deixe para ir à noite, já que o museu só fecha às 22 horas. Assim você aproveita os passeios de Lima de dia e se apaixona perdidamente pelo Museu à noite, especialmente com a iluminação do jardim.[/box]

2. PORQUE A GASTRONOMIA PERUANA É UM ARRASO!

Mas são vários os motivos para eles arrasarem na mesa: o Peru tem milhares de diferentes tipos de solo, desde o desértico até a Floresta Amazônica, desde o nível do mar até os Andes (e isso permite a eles terem uma variedade enorme de matéria prima, entre frutas, sementes, folhas e temperos). Eles tem uma corrente do Pacífico que traz peixes quase que de bandeja. E tem, ainda, uma enorme influência japonesa no país, que resolveu se juntar com a gastronomia local na cozinha e – tcharam! – criaram o ceviche, delícia das delícias. E essa misturada de sabores típicos cria pratos diferentes, complexos e criativos – e o bom: a preços equiparáveis de um bom restaurante aqui.

Em termos de experiência gastronômica, é um luxo – a ponto de fazer valer a pena aproveitar uma passagem promocional para Lima só para fazer tour pelos restaurantes. Sem arrependimentos. ????

3. PORQUE É BOM PARA FAZER COMPRAS! ????

Se você é daqueles que curte souvenirs de viagem, o Peru é um prato cheio: porque o que não falta é badulaque bonitinho para levar para casa, que vai de miniaturas de Machu Picchu a bonequinhos de lhama de todos os tamanhos!

Mas para quem já é chegado numa vibe consumista, prepare-se para explorar os mercados artesanais peruanos: são lindas esculturas de cerâmica e pedra, lindos tapetes coloridos feitos à mão com lã de alpaca, almofadas com os lindos motivos peruanos, máscaras de madeira, sapatos estilosos, tecidos, quadros com temática andina ou espanhola… Sem falar nas jóias de prata, com modelos lindos e a preços bem mais amigáveis que no Brasil.

Tecelagem em Chinchero- Crédito da Foto: Nicolas Nazareth

Só que na hora das compras prestar atenção para algumas regrinhas

– Como todos os produtos artesanais, alguns são feitos com top de qualidade e outros nem tanto. Examine tudo antes de comprar;

– Se você quiser um produto com uma qualidade top (como lã de alpaca legítima, por exemplo), algumas lojas poderão te atender nesse quesito, e nem sempre elas estarão nos mercados populares. Confira a qualidade e desconfie do preço – se o produto for bom mesmo, o preço será à altura.

– Como em todo lugar do mundo, muito artesanato é local de verdade, e muito é feito na China. Pergunte, cheque, compare. Se tiver barato demais, provavelmente é de lá. Se tiver muito repetido, também.

– Pechinche. Você pode não gostar, mas o comerciante peruano está acostumado com isso, e dificilmente o primeiro preço que ele vai cobrar é o preço que vocês vão fechar.

4. PORQUE É UM DOS MELHORES LUGARES DO MUNDO PARA A PRÁTICA DE ESPORTES (ESPECIALMENTE SURF, TREKKING E PARAPENTE).

No nosso voo de ida tinha um grupo de rapazes animados que já denunciavam nas malas o motivo da viagem: longas pranchas eram despachadas como bagagem especial.

Pois é: Lima é um dos melhores lugares da América do Sul para surfar (mas só para surfe: a água é muito gelada para banhistas!). O melhor ponto, dizem os entendidos, estão nas Praias do Sul, que começam na altura do bairro de Chorrillos e vão até quase a cidade de Cañete. Piura é outro ponto super procurado.

E outra coisa que eu não sabia: em Miraflores há uma base para salto de parapente – e que, descobri depois fazendo pesquisas para outra matéria, que é um dos pontos principais de salto no mundo! ????

E fica ali, do ladinho do Parque do Amor, em Lima! <3

Mas o Peru reina, mesmo, é com a galera das trilhas: trekkers do mundo todo vem percorrer a trilhas dos Andes Peruanos – a trilha Inca que leva a Machu Picchu é a mais famosa, mas o que não faltam são trechos belíssimos de vales e montanhas para quem é adepto das trilhas.

Urubamba, uma das cidades que fica no caminho entre Cusco e Águas Calientes, por exemplo, é cheia de vales lindíssimos e atrai peruanos e estrangeiros…

… e tem o Parque Nacional de Huaraz, que fica mais ao norte do país e, mesmo sendo menos popular do que a dobradinha Cusco-Valle Sagrado, tem lá também seus lagos belíssimos e suas florestas!

Lakes Huaraz
Parque Nacional de Huaraz, no Peru. Crédito da foto: Mark Somerfield
Vale árvores huaraz
Parque Nacional de Huaraz, no Peru. Crédito da foto: Mark Somerfield
Valle Huaraz
Parque Nacional de Huaraz, no Peru. Crédito da foto: Mark Somerfield

Importante: se você é surfista, pensa em aproveitar as ondas de Lima e vai levar sua prancha, fique de olho nas regras para transporte de bagagens – a prancha é considerada bagagem especial, tem que ser despachada e possui algumas regras especiais para ela.

5. PORQUE O PERU TEM LHAMAS!

Gente, basta. Lhamas são imbatíveis. ????

Lhama sorridente: Foto de dupla autoria (eu que bati, mas era a câmera da Mariana Amaral)! ????

6. PORQUE NO PERU, AS PESSOAS SÃO LINDAS.

Se o seu conceito de pessoas lindas é coisa de capa de revista, esqueça. No Peru, a beleza é aquela da vida real, ao vivo e a cores. Muitas cores. ????

Crédito da Foto: Juliana Baptista

7. PARA DAR UM PASSEIO POR CUSCO

Cusco não é só uma etapa do caminho para se chegar até Machu Picchu. Pelo contrário, merece pelo menos uns 3 dias inteiros na cidade para poder aproveitá-la bem.

Isso por vários motivos:

1. Ali era a capital do Império Inca, onde vivia o Inca (nome dado ao imperador – o seu povo era chamado de quéchua) e depois virou o centro da exploração espanhola. O maior símbolo desta história, talvez, seja a Catedral de Santo Domingo, espanhola, construída sobre as ruínas do mais importante templo inca, o Qurikancha. A visita é impressionante e absolutamente necessária, se você estiver pela cidade: até hoje vê-se claramente a estrutura do templo original sob a construção e os rococós espanhóis.

Detalhe do interior da Catedral de Santo Domingo, em Cusco

2.  É a base para se conhecer o Valle Sagrado dos Incas, e conhecer as ruínas de Saqsaywaman, Pukapukara, Qenqo, Pisac – são muitos nomes estranhos, mas cada um se refere a um centro religioso, locais de culto à água, armazenamento de alimentos e outras funções administrativas do império. Todas elas foram destruídas pelos espanhóis, mas até hoje vê-se traços da antiga civilização inca, que já entendia de hidráulica, arquitetura anti-terremoto e astrologia.

3.  Por ter sido a base espanhola no país, Cusco tem uma influência européia muito forte, que se traduz na própria cidade, que parece ter sido construída em algum lugar perdido no tempo na Espanha antiga (por exemplo, a cidade me lembra um pouco Toledo, com suas fachadas antigas, igrejas de pedra e portais.

4. Devido à influência espanhola, Cusco tem uma forte influência católica – e a principal consequência foi na arte religiosa cusquenha. Para quem gosta de arte e história, ingressar por esse mundo é uma viagem à parte!

8. E por fim, por causa dela… ????

A cidade sagrada de Machu Picchu… Não se engane: as fotos nunca mostram o quanto ela é impressionante. Tanto que, não raro, a gente fica ali olhando e fotografando repetidamente o mesmo ângulo, na tentativa de fazer aquela beleza toda caber na foto.

Bom… eu, cá com meus botões, continuo achando que o Peru é o meu país preferido na América do Sul (e Brasil não entra na conta, porque rola toda uma vibe emocional de amor à pátria, né?). Opinião formada e assumida, ainda mais porque eu sempre gostei mesmo de destinos assim, cheios de história e pessoas interessantes (e disso o Peru está cheio!).

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