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Mato Grosso

67,3% dos mortos por Covid-19 em MT tinham doenças pré-existentes


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As pessoas com doenças pré-existentes representam 67,3% do total de mortos pela Covid-19 em Mato Grosso. Os dados foram colhidos nessa quarta-feira (28) no painel de casos divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT).

Um total de 9.631 pessoas morreram de Covid-19 no estado. Desse total 6,5 mil tinham comorbidades.

Em oito meses de pandemia em 2020, Mato Grosso notificou 3.288 óbitos de pacientes com doenças pré-existentes. Já nos primeiros quatro meses de 2021, o estado se aproxima desta marca.

Até essa quarta-feira, foram 3.212 mortes de pessoas que apresentavam alguma comorbidade, o que representa 49,4% do total registrado durante a pandemia.

Ainda conforme o levantamento, Cuiabá e Várzea Grande são os municípios que mais registraram mortes desse público.

Justas, as cidades somam 2.685 de pacientes com doenças pré-existentes, sendo 1.897 em Cuiabá e 788 em Várzea Grande.

Vacinação para o grupo

Pessoas com comorbidades são as próximas da lista dos prioritários para receber a vacina contra a Covid-19, segundo o Plano Nacional de Imunizações (PNI) a partir de maio.

No entanto, em Rondonópolis, a vacinação de pessoas com doenças pré-existentes começou nessa quarta-feira (28). Neste primeiro momento, serão vacinados pacientes a partir de 59 anos que são imunodeprimidos e atendidos pelo Serviço de Atenção Especializada (SAE), e os pacientes, também nessa faixa etária de idade, que sofrem de problemas renais crônicos e fazem tratamento no Centro de Nefrologia.

Já em Cuiabá cerca de 600 pacientes que passam por tratamento de hemodiálise começaram a ser vacinados contra a doença no dia 16 deste mês.

A prefeitura avaliou que esses pacientes são vacinados porque são vulneráveis. Precisam sair de casa constantemente para passar pelo tratamento de hemodiálise e isso faz com que estejam mais expostos ao vírus.

Os demais municípios aguardam definições do Ministério da Saúde para seguirem o Plano Nacional.

Estima-se que Mato Grosso tem 263 mil pessoas nos grupos de comorbidades elencadas pelo Ministério da Saúde.

G1.globo.com