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6 cuidados diários para prevenção da enxaqueca


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A cefaleia tensional, também chamada de cefaleia de tensão, consiste em um tipo de dor de cabeça resultante da contração dos músculos do pescoço e nuca. Sendo mais comum entre as mulheres.

A partir de uma avaliação médica é possível distinguir a cefaleia tensional de outros tipos de dor de cabeça e quadros de enxaqueca, identificando o tratamento mais adequado.

Saiba mais a seguir.

O que é a cefaleia tensional?

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, a cefaleia tensional acomete entre 38% e 74% dos brasileiros. Trata-se do tipo mais frequente de dor de cabeça e as causas não são completamente esclarecidas na bibliografia médica.

Os quadros de cefaleia tensional manifestam-se por meio de dor difusa e compressiva, com intensidade de leve a moderada.

Difere-se da enxaqueca pois costuma acometer a fronte, a nuca ou toda a cabeça. Enquanto a enxaqueca manifesta-se unilateralmente no crânio e com dor latejante.

Por estar relacionada com a compressão muscular, a cefaleia tensional pode se manifestar de diferentes formas, como:

  • Cefaleia tensional episódica: as dores ocorrem menos de 15 dias por mês, podendo ser um ou dois episódios mensais ou semanais. Costuma ser aliviada com analgésicos;

  • Cefaleia tensional crônica: as crises ocorrem mais de 15 dias por mês, sendo que a duração pode se estender por meses ou anos, demandando atenção médica especializada.

O quadro de cefaleia tensional pode ser rápido, com crises de 30 minutos, ou persistente, continuando por dias ou até mesmo por meses. Não está claro o que determina tais diferenças.

A cefaleia tensional manifesta-se de formas específicas. O que permite distingui-la de ocorrências com incômodos semelhantes, como sinusite ou enxaqueca. Os sintomas incluem:

  • Dor de cabeça que se concentra na nuca, na testa ou em todo o crânio;

  • Incômodo que se manifesta como uma faixa comprimindo o crânio, como se houvesse um capacete apertado na cabeça;

  • Pressão ocular;

  • Tensão na região da nuca, ombros e pescoço, com rigidez e sensibilidade no local.

Diferentemente das migrâneas, a cefaleia tensional não costuma gerar sintomas intensos e debilitantes, como dor intensa e persistente, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz.

Quais os cuidados diários relacionados à cefaleia tensional?

Pessoas com tendência a ter quadros recorrentes de cefaleia tensional, seja no estágio crônico ou não, podem controlar a incidência de crises a partir da adoção de bons hábitos e cuidados diários.

Nem sempre tais cuidados vão prevenir as ocorrências, mas verifica-se que eles podem minimizar a frequência das crises, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Alimentação

Muitas vezes a cefaleia tensional é desencadeada pela fome. Essa situação pode ser prevenida com uma rotina diária de alimentação respeitando o horário das refeições.

Evite ficar muitas horas sem comer e compensar em outras refeições. Estruture a rotina com três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e opções leves entre elas, como frutas e oleaginosas.

Alguns alimentos também intensificam as chances de crises de cefaleia, como excesso de cafeína, muitos doces e chocolates e bebidas alcoólicas.

Estresse

O estresse e ansiedade também estão relacionados com crises de cefaleia, sendo importante desenvolver hábitos na rotina para minimizar situações estressantes, por exemplo, ter um tempo de relaxamento e meditação durante o dia.

Sono

Ter o sono desregulado favorece dores de cabeça causadas por tensão muscular. Dessa forma, deve-se cuidar diariamente da qualidade do sono, valorizando um descanso de, ao menos, 8 horas por noite.

Também recomenda-se dormir e acordar no mesmo horário, mesmo aos finais de semana, e reduzir tarefas à noite, como uso de eletrônicos e trabalho, que atrapalham o sono de qualidade.

Prática esportiva

O excesso de exercícios físicos pode causar crises de cefaleia tensional, no entanto, a prática regular e moderada de atividades é importante para relaxamento, melhorar a qualidade do sono e aumentar a qualidade de vida dos pacientes.

Descanso

O cansaço excessivo também pode tornar-se um problema que favorece crises, dessa forma, é importante criar momentos de descanso na rotina para além do período de sono.

Nesses momentos podem ser desenvolvidas atividades recreativas e prazerosas que aumentem o nível de energia e disposição.

Postura

Problemas posturais também podem aumentar a tensão nos ombros e pescoço, desencadeando crises.

Recomenda-se usar móveis ergonômicos para trabalho e, caso mantenha-se em frente ao computador por muitas horas, fazer pausas regulares para alongar braços, ombros e pescoço.

Quando buscar auxílio médico especializado?

Os cuidados diários podem contribuir diretamente com a redução das crises de cefaleia tensional. Mas quadros recorrentes ou crônicos demandam atenção especializada.

Em geral, quadros não frequentes podem ser amenizados com analgésicos. No entanto, as dores crônicas não devem ter a mesma conduta, pois pode intensificar a recorrência das crises.

Um médico especialista pode solicitar exames de imagem específicos como tomografia ou ressonância magnética para diagnóstico acertado do quadro.

Com o uso da telerradiologia, tais exames podem ser laudados a distância, mas um diagnóstico correto demanda um levantamento detalhado dos sintomas.

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