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57 mil toneladas de CO2 deixam de poluir ar de Rondônia


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Construção de subestação de energia integra quatro municípios ao Sistema Interligado Nacional e permite desligamento de mais duas usinas de geração de energia a óleo

57 mil toneladas de CO2 ao ano deixam de poluir o ar de Rondônia. Esse é o resultado esperado pela Energisa com a desativação de mais duas usinas térmicas a óleo diesel, em São Francisco e Costa Marques, esta última ocorrida nesta quinta-feira (17). As duas se somam as UTEs de Alvorada do Oeste, desativada em abril, e do distrito de Triunfo, que teve a operação encerrada no fim de 2018, quando a empresa assumiu a concessão. O coordenador de Meio Ambiente da concessionária, Luzay Lopo, explica que as usinas térmicas utilizam óleo diesel para gerar eletricidade. Com a queima do combustível são emitidos gases tóxicos que contribuem para o efeito estufa. “Desde que a Energisa chegou em Rondônia temos avançado para uma matriz energética mais limpa, oriunda de fontes renováveis com o de hidrelétricas”, declarou.

As quatros usinas térmicas juntas queimavam mais de 21 milhões de litros de óleo diesel anualmente. Além da emissão de gases para atmosfera, a utilização de combustível fóssil gera risco de acidentes durante o transporte e armazenagem que é feita em tanques. “Após a desativação, o Produtor Independente de Energia realiza a limpeza e descontaminação de terrenos seguindo os protocolos. Temos um plano de gestão ambiental que abarca todas as etapas da operação, inclusive a conclusão”, explica o coordenador da Energisa, lembrando que as novas subestações já foram planejadas com todas as medidas de segurança.

O diretor técnico da Energisa, Fabrício Sampaio, explica que o plano de investimentos do Grupo Energisa no estado de Rondônia está alinhado às diretrizes da Rede Brasil do Pacto Global, iniciativa da Nações Unidas (ONU), para a promoção do crescimento sustentável e da cidadania. “O desligamento das térmicas é uma consequência natural, já que a integração com o Sistema Interligado Nacional (SIN) é essencial para atingir esse objetivo e a matriz energética brasileira prioriza as fontes de energia renováveis”, afirmou Sampaio.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, atualmente 83% da energia elétrica do país é gerada por fontes renováveis (hidráulica, solar e eólica), e 17 % fontes não renováveis (fóssil e nuclear) A geração térmica pode ser de várias fontes, como óleo diesel, gás, nuclear, e tem um papel na matriz energética fundamental, para dar equilíbrio. “Mas nunca será a fonte prioritária nem a única. É importante haver várias fontes para garantir a segurança energética, mas o aspecto ambiental e os custos são fatores importantes na escolha das soluções”, explica o diretor.

Até o final de 2022, cerca de 200 mil toneladas de CO2 ao ano deixarão de ser lançadas na atmosfera com a desativação de 16 térmicas a diesel, após a construção de novos empreendimentos pela Energisa no estado.

Assessoria